COLUNA | Quatro ocasiões em que DJs da “cena LGBTQIA+” assumiram o protagonismo mundial

Foto divulgação

De uma maneira geral, a sonoridade das festas com público predominantemente LGBTQIA+ é marcada pela alegria e euforia. 

Essa é uma das razões pelas quais muitas pessoas começam a frequentar estas baladas e não param mais. “A música é melhor, mais animada!” Quantos de nós já não ouviram essa frase?

Frequentemente esquecidos pelos executivos das grandes gravadoras, os produtores da nossa cena poderiam fazer muito por carreiras ou artistas que perderam o protagonismo.

Mas quando surge uma oportunidade, o sucesso vem. Vamos enumerar, em ordem cronológica, quatro vezes em que isso aconteceu.

1) A lista só poderia começar com Peter Rauhofer. Em 1999, nosso saudoso mestre ganhou o Grammy pelo remix oficial de nada mais, nada menos do que “Believe”, da Cher.

Após o feito, virou o rei dos remixes oficiais e o queridinho de inúmeras divas, até nos deixar precocemente em 2012.

2) É claro que não poderíamos esquecer dos brazucas da dupla ALTAR, formada pelos DJs VMC e Macau.

Eles também chegaram ao #1 da Billboard Dance, em 2007, através da faixa “Party People”, que tem vocais de Jeanie Tracy.

(Jeanie Tracy também é muito famosa por ser a vocalista do hino Cha Cha Heels, de Rosabel.)

Esse bafo foi tema da coluna ÍCONES edição #1 da Colors DJ Magazine, confira a matéria completa aqui: https://colorsdj.com/altar/ 

3) Não poderia ficar de fora o remix oficial de “Spectrum”, de Florence And The Machine, dos espanhóis Taito Tikaro & Flavio Zarza.

Lançado em 2012, apesar de não ter entrado em chart, chamou a atenção do mundo inteiro, que quis saber quem eram aqueles dois.

Ao ouvir o pack de remixes, era nítido como a versão dos caras era absurdamente mais alegre, contagiante e viciante do que todas as outras somadas.

Entre elas, a de Calvin Harris

4) Em 2014, o icônico álbum True Colors, que lançou Cindy Lauper, fazia 30 anos.

Para comemorar, a gravadora lançou uma edição especial em CD e vinil, com dois remixes bônus de “Time After Time”.

O primeiro, das irmãs australianas da dupla NERVO, é até bom, porém seguia à risca a cartilha do EDM (Eletronic Dance Music) da época e, hoje em dia, parece datado.

O segundo abalou todas as estruturas e é daqueles clássicos que você já reconhece como tal logo de cara, quando ouve pela primeira vez.

Era assinado pela dupla Bent Collective, formada pelo espanhol Steven Redant e pelo ítalo-americano Danny Verde.

Os caras fizeram um remix capaz de ser apreciado e ouvido por qualquer fã de Cindy, não apenas pelos que gostam de eletrônico.

O resultado não poderia ser outro: #1 no chart da Billboard Dance e, pela 1ª vez na história, uma música com os vocais originais subia ao topo das paradas 30 anos depois.

Compartilhe:
Instagram
Para Você

Posts Relacionados

EVENTOS | MMiNO: Plataforma global da sul-africana DESIREE escolhe o Edifício Martinelli para estreia no Brasil

Com passagens por Ibiza e Londres, projeto desembarca em São Paulo no dia 30 de abril promovendo imersão na vanguarda afro-eletrônica. No dia 30 de abril, véspera de feriado, o

EVENTOS | Laroc anuncia Spektrum 2026 com Raja Ram, Infected Mushroom e transmissão de Brasil x Marrocos

O Laroc Club confirmou a quarta edição da Spektrum, label dedicada ao psytrance e high BPM, que retorna no dia 13 de junho com uma proposta que vai além da

ENTREVISTA | Leoh Cozza: O novo nome da cena que conquistou o título de DJ Revelação 2025

Com uma história que começou aos 13 anos, Leoh Cozza supera polêmicas, mobiliza sua base de fãs e reafirma seu talento na maior votação da história da Colors DJ Magazine.

LANÇAMENTOS | Anne Louise, John W, Kaíco e Sakalem lançam a faixa “Clubbers”

Colaboração reúne diferentes forças da cena eletrônica em lançamento que conecta tradição, novas sonoridades e cultura clubber. ?A DJ Anne Louise apresenta ao público o lançamento de “Clubbers”, faixa criada

ENTREVISTA | LUAN POFFO: O vencedor da categoria DESTAQUE do prêmio Melhores do Ano 2025

Com mais de uma década de estrada e uma conexão orgânica avassaladora, Luan Poffo fala sobre sua vitória na edição de 120 mil votos e a força da comunidade LGBT