ENTREVISTA | Leoh Cozza: O novo nome da cena que conquistou o título de DJ Revelação 2025

Com uma história que começou aos 13 anos, Leoh Cozza supera polêmicas, mobiliza sua base de fãs e reafirma seu talento na maior votação da história da Colors DJ Magazine.

A categoria Revelação da Colors DJ Magazine sempre foi o termômetro para o futuro da música eletrônica no Brasil, e em 2025 não foi diferente. Em um ano que reuniu 50 participantes na fase inicial e alcançou recordes de participação popular, Leoh Cozza emergiu como o grande favorito do público.

REVELAÇÃO | LEOH COZZA: A Maturidade de uma Década nos Decks

Após passar pelo crivo técnico de especialistas e agências, Leoh enfrentou uma votação intensa e provou que sua conexão com os fãs é pautada na transparência e no talento. Nesta entrevista, ele reflete sobre sua caminhada de mais de uma década, o peso da responsabilidade e seus planos para 2026.

Leoh, você é o grande vencedor da categoria REVELAÇÃO! Em um ano com centenas de indicações e uma votação massiva, ser o escolhido do povo é um “tapa de realidade”. Como você define esse momento na sua trajetória, que começou lá atrás, aos 13 anos?

Para mim é muito especial, porque me faz lembrar de onde tudo começou. Lá atrás, com 13 anos, era tudo muito na curiosidade, sem expectativa nenhuma. Então viver isso agora é meio que ver que aquele esforço todo, mesmo no silêncio, valeu a pena. É um momento de realização ver que a semente plantada lá na infância floresceu com esse reconhecimento nacional.

A Colors DJ Magazine recebeu milhares de indicações e você passou por todos os filtros de agências e especialistas da revista. Como foi receber a notícia de que você já era um dos 25 melhores antes mesmo da votação começar?

Foi uma surpresa muito grande. Eu não esperava chegar tão longe já de cara. Quando veio essa notícia, deu uma mistura de felicidade com responsabilidade, tipo: “agora preciso fazer isso valer ainda mais”. Estar em uma lista selecionada por profissionais do mercado dá um gás extra para acreditar que estamos no caminho certo.

Tivemos uma votação recorde, mas também um mar de polêmicas com acusações de fraude. Como você, como um artista jovem e transparente, lidou com esses ataques que tentaram manchar a sua conquista?

Não é uma parte legal. Dá um certo incômodo porque envolve algo que foi muito verdadeiro para mim. Mas, ao mesmo tempo, eu tentei não focar nisso. Quem me acompanha sabe como foi a caminhada, sabe que teve esforço real ali e que cada voto veio de alguém que realmente curte o meu som. O foco foi manter a integridade e a calma.

A revista não ganha para realizar o Melhores do Ano, fazemos pela diversidade. Como você enxerga esse esforço da equipe em dar palco para artistas como você, sem interesses financeiros por trás?

Eu acho muito importante. Hoje em dia é difícil ver espaço sendo dado de forma tão aberta e genuína na cena eletrônica. Isso ajuda muito os artistas que estão batalhando por um lugar ao sol. Esse apoio da Colors é fundamental para renovar o mercado.

Os mecanismos de segurança confirmaram a legitimidade dos seus votos. O que você tem a dizer para quem prefere acreditar em “bots” em vez de acreditar na força de uma comunidade unida pelo seu som?

Eu entendo que, de fora, às vezes as pessoas podem estranhar volumes tão grandes de participação. Mas quem estava perto viu o quanto a galera se mobilizou de verdade. Foi algo bem orgânico, gente compartilhando, apoiando e pedindo voto para os amigos. Isso foi o que mais me marcou: a união das pessoas.

Você sentiu que essa premiação uniu ainda mais os seus fãs? Como foi a mobilização deles durante esse período de votação intensa?

Com certeza. Eu senti uma proximidade maior com o meu público. Muita gente participando ativamente, mandando mensagem de incentivo, acompanhando as parciais de perto. Foi um momento que fortaleceu bastante essa conexão e mostrou que eu não estou sozinho nessa jornada.

A categoria Revelação deste ano foi a mais diversa de todas. Qual a importância de você estar no topo representando a sua região e a sua cena específica em um prêmio de nível nacional?

É algo que eu valorizo muito. Porque mostra que tem talento em vários lugares do Brasil, não só nos grandes centros tradicionais. Eu fico feliz de poder representar um pouco da minha região e mostrar que a nossa cena é forte e tem qualidade para competir em nível nacional.

O respeito ao nosso trabalho é fundamental. Como foi a sua relação com a revista durante o concurso, especialmente nos momentos em que precisamos agir para proteger a integridade dos votos?

Foi muito boa. Mesmo nos momentos mais complicados e de maior tensão, deu para ver que existia um cuidado da revista em fazer tudo da forma certa. Isso traz segurança para todo mundo envolvido e garante que o resultado final seja justo.

Muitos DJs desistiram ou se abalaram com as críticas, mas você seguiu firme. O que essa experiência te ensinou sobre o “lado B” da fama e do reconhecimento na música eletrônica?

Ensinou que nem tudo vai ser positivo, e está tudo bem. Faz parte do processo de crescimento. Acho que o mais importante é manter a cabeça no lugar, não se deixar abalar pelo barulho externo e continuar focado no que realmente importa, que é a música e a entrega para o público.

Para fechar: agora que você carrega o título de REVELAÇÃO da Colors, quais são os seus planos para provar na pista, em 2026, que cada um desses milhares de votos foi merecido?

Meu plano é continuar evoluindo sempre. Quero lançar músicas melhores, tocar em novos lugares e me conectar cada vez mais com o público. No fim, o mais importante é fazer um trabalho que as pessoas sintam de verdade quando eu estiver no comando da pista. 2026 será um ano de muita entrega.