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MATÉRIA | Os impactos da pandemia na cena eletrônica brasileira

Empório Café, boate localizada em João Pessoa – PB – Foto de divulgação.

Após um ano de Covid-19, como está o setor que vive a maior crise da história

Há um ano o Brasil vive um cenário que foge de todos os planos e expectativas que os brasileiros tinham. A pandemia chegou de surpresa e além de mais de 12 milhões de infectados e mais de 300 mil mortos, segundo dados do site governo federal, milhares de pessoas também acabaram perdendo seus empregos.

Focando na música, a realidade é ainda pior, sendo os primeiros a parar e tanto tempo sem shows, o setor de eventos vive uma crise e profissionais da área já não tem esperança em voltar a trabalhar tão cedo. No início, muitos DJs buscaram se reinventar e recorreram às lives como meio de continuar ganhando visibilidade e ter um contato maior com o público.

“Percebi que aqueles que conseguiram manter uma constância nas lives hoje conseguem se manter disso. Vi também muita gente investindo em festas híbridas e vem sendo bem aceitas. Por outro lado, percebi que dos shows online o público enjoou, tem muito a questão de sentir, quando o DJ sente a energia do público e o público se emociona com o artista, e isso acaba fazendo falta.”

– Vinny Santos, DJ de João Pessoa – PB que aproveitou o tempo sem shows presenciais para se dedicar às lives transmitidas pela Twitch.

DJ Vinny Santos em uma das suas apresentações na Twitch – Foto Reprodução

Não sendo composta apenas por artistas, a cena eletrônica e todo o setor de eventos abrange muitos outros trabalhadores como produtores de eventos, seguranças, proprietários de casas de festas, managers, entre outros que sobrevivem de eventos e hoje se sentem abandonados e sem nenhum tipo de assistência ou auxílio do governo.

“Nesse um ano de pandemia tivemos campanhas e lives feitas pelos DJs, os artistas abraçaram mesmo a casa. Achávamos que em 2021 com a vacina as coisas iriam melhorar mas o que vimos foi ela virar o centro de um jogo político. Tínhamos na casa mais de 50 pessoas trabalhando em um sábado e todas ficaram sem essa renda. Estamos pedindo socorro mais uma vez, nossa casa tem mais de 20 anos e nossa premissa sempre foi poder abraçar todas as tribos, o Empório não é só uma boate, aqui as pessoas são quem elas gostam de ser, sem máscaras!”

 -Rodrigo Cabral, proprietário do Empório Café, maior casa de festas eletrônicas da Paraíba que recebe em maior parte o público LGBTQIA+.

Empório Café em um dos seus últimos eventos antes da pandemia – Foto de divulgação.
Empório Café atualmente funcionando apenas como cafeteria – Foto de divulgação.

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