COLUNA | E afinal, live vocals cortam a vibe ou não?

Na coluna passada, falamos sobre o Show de Dançarinos.

Dessa vez, vamos abordar os Live Vocals (Ou Pocket Shows, como se falava antigamente).

Vamos direto ao ponto. Um dos principais aspectos que deve ser observado é sua duração.

A duração ideal de um pocket show parece ser entre 15 e 20 minutos.

É o suficiente para cantar entre cinco e seis músicas, interagir um pouco com o público, se despedir e ir embora e pode ser que corte a vibe, sim.

Cai o ritmo da festa. Por melhor que seja a artista, e mais conectada com o público, a noite é dos DJs. O show, embora sempre muito bem vindo, é um “plus”.

Para que isso não aconteça, a maioria das cantoras, a fim de dar uma maior movimentação no setlist, costumam dividir o tempo entre hits próprios (normalmente os últimos ou mais marcantes da carreira) e o restante com músicas de outros artistas (covers).

Outro item fundamental a ser checado é a parte técnica. Não pode haver falhas.

Vamos ilustrar relatando aqui uma situação bem desagradável que presenciei há alguns anos, um sufoco passado por uma cantora norte-americana de grande talento e carisma.

Na sua apresentação no Rio de Janeiro, apesar de sua potente voz, pouco ou quase foi ouvida no sound system do club, prevalecendo a base musical, deixando o público bem desapontado, assim como ela própria, que saiu com lágrimas nos olhos.

Por uma mera coincidência, este colunista estava em São Paulo na semana seguinte e pude conferir sua apresentação por lá.

Aconteceu exatamente o oposto. A base musical mal se ouvia, mas a voz era reproduzida em alto e bom som. Foi praticamente um show acapella. Menos pior que no RJ? Sem dúvida. Mas longe do ideal, não é mesmo?

Na cena internacional, os maiores destaques são Maya Simantov, Meital de Razon, Beth Sacks, Estela Martin (Cantora oficial do Matineé Group), Nalaya Brown e Soraya Nayolin.

Já dentre as cantoras brasileiras, podemos citar Ammanda, Nikki, Leilah Moreno, Alex Marie, Joe Welch, como donas de hits, carisma, presença de palco e vozes invejáveis.

Mas esse colunista tem uma verdadeira paixão por Lorena Simpson.

Pra início de conversa, Lorena, além de cantora, é dançarina também, desde os 11 anos de idade. Além disso, costuma levar também seus próprios dançarinos.

Sua apresentação é muito enérgica, bem sincronizada e ensaiada, proporcionando uma surra de vibe.

Sem falar no repertório que dispensa covers, pois são inúmeros hits atuais e clássicos, que nunca saem da nossa memória.

Seu carisma é inegável. Sua entrega no palco, emocionante.

Contratá-la, sem dúvida, é um dos melhores investimentos que um evento pode fazer.

Lorena é dona da porra toda.

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