COLUNA | As cores em sua pandemia

Homem com a mão no rosto

Descrição gerada automaticamente
Vagner Cavalcante – Foto de divulgação.

Não é novidade pra ninguém que o mundo passa por uma pandemia, onde todos foram obrigados a viver ou se adaptar a uma nova vida, mas agora como ficaram os trabalhadores da aérea do entretenimento? Como ficaram os artistas sem seus trabalhos? DJs, atores, cantores, dançarinos, drags e toda uma equipe que não aparece mais é de extrema importância para que as noites de São Paulo aconteça de forma impecável.

Você já se perguntou como essas pessoas estão sobrevivendo ou só se lembra deles quando precisa ir em algum evento? O fato é que esses profissionais sobrevivem dos eventos feitos e grande parte não são registrados ou sequer tem sua remuneração fixa. Então, muitos deles foram obrigados a fazerem rifas, lives com QR code, vendas de roupas e de comidas para poder se manter em meio ao caos. Sem datas de volta para os eventos, essa classe é esquecida pelo poder público.

Classe essa que fatura mais de 23 milhões para os cofres públicos. Um valor que não é visto de forma tão importante para o governo, mas que continua seguindo na resistência ou na contramão da cultura porque a nossa arte sempre é vista como desnecessária ou como marginalizada.

Resistir é nossa luta.

Resistir é o nosso lema.

Estamos mais que prontos para essa nova era de pessoas e ideias inovadoras, não é?

Dizem que depois da tempestade vem a bonança, então que venha, pois estaremos fortes e prontos. Aprendemos que nossa voz tem importância, sim, que podemos muito mais que pensávamos, aprendemos que somos necessários para cultura do país e que, por mais que nos olhem diferente, sempre estaremos prontos para cair e levantar de forma extravagante, com muita cor, muita pluma e, acima de tudo, sabendo da nossa importância na sociedade. Portanto, acendam as luzes e abram as cortinas porque nossa classe voltará da melhor forma, ao som da melhor música e na presença do melhor público. A pandemia irá passar, mas nossa alegria nunca. Nossa fênix se chama ‘RESISTÊNCIA”.

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