COLUNA | A cultura do cancelamento

Este texto é dedicado aos perfeitinhos, senhores da razão e que se julgam capazes de determinar o destino do próximo com base nos seus conceitos de moral e de costumes; estes que muitas vezes nem são exercidos pelo próprio na prática.

É o mesmo caso daqueles que julgam corrupção, mas que furam fila ou que ficam com o troco errado.

É claro que não podemos ignorar que vivemos numa comunidade patriarcal, machista, homofóbica e racista, mas é preciso ter critério para qualquer apontamento. Afinal, a causa desta sociedade tão autodestrutiva que temos no Brasil é justamente a falta de amor e de empatia.

Além disso, a nova onda é a de fake news (as famosas mensagens com informações falsas), por isso é preciso conhecer a veracidade do acontecido e também o contexto do qual o ato foi retirado.

É muito comum termos frases colocadas na voz de pessoas e que foram retiradas de um contexto onde as mesmas frases tinham um significado completamente diferente do que foi exposto.

Como consequência do disparo destas mensagens, muitos perdem visibilidade nas redes sociais (o que pode significar perda de subsistência), prejuízos morais, abalos psíquicos e até suicídio. Já pensou nisso?

Sim, é preciso acabar com alguns discursos repugnantes muito comuns nos tempos atuais, mas existem formas jurídicas e legais para tanto. Além, é claro, da possibilidade de usar aquele acontecimento para ensinar milhares de pessoas a conduta correta, de provocar uma reflexão e, por que não, uma mudança.

Dar uma sentença sem o direito de defesa é tão grave quanto o discurso e isso simplesmente porque pode não ser verdade ou algum entendimento deturpado.

Fora a hipocrisia, não é?! Ah…. a hipocrisia!

Cansei de ver no Twitter o cancelamento de pessoas que estão tocando na quarentena por outras que vivem em aglomeração, de pessoas que cancelam artistas por assumirem a sexualidade e se apresentarem no Grindr com “fora do meio”, cancelamentos por conta de discursos racistas feitos por pessoas que postam frases nojentas ou que exercem o preconceito na maior parte dos seus atos e nem vou falar dos cancelamentos referente aos padrões porque já demonstrei meu repúdio sobre este tema em outro texto.

Menos, pessoal. Muito menos.

Pratique a empatia e ensine pelo amor.

O mundo seria lindo se cada um olhasse para si antes de olhar para o próximo. 

Compartilhe:
Instagram
Para Você

Posts Relacionados

EVENTOS | Posh Club recebe a primeira apresentação de “Something Else”, novo projeto de Alok

A Posh Club recebe, com exclusividade, a primeira apresentação no Brasil  de “Something Else”, o novo projeto de Alok, que recentemente revelou esse novo pseudônimo para explorar as vertentes mais

EVENTOS | Tomorrowland Brasil anuncia as datas de venda, opções de ingressos e preços para sua edição “LIFE” de 2025

Prepare-se para a quinta edição brasileira, nos dias 10, 11 e 12 de outubro Em 2025, o Tomorrowland Brasil celebra sua quinta edição, carregando o legado de suas primeiras edições

NOVIDADES | Performance de Alok no Tomorrowland Brasil 2024 é eleita ‘Melhor Show de Música Eletrônica do Mundo’ no EDMAs

O show do Alok no Mainstage contou com uma estreia mundial com uma exibição extraordinária de drones iluminando o céu sobre a área do festival Tomorrowland Brasil Na última sexta-feira

LANÇAMENTOS | BINARYH lança “Take Control” na label de Fancy Inc.

Estreia da dupla na Not Too Fancy é uma fusão hipnótica entre Techno Melódico e Indie Dance A dupla brasileira BINARYH está de volta com um lançamento dançante. “Take Control”,

LANÇAMENTOS | STEVE AOKI & LUDMILLA SE UNEM PARA O LANÇAMENTO DO SINGLE “RIO AMAZING”

Faixa estreia com um lyric video trazendo imagens inéditas do encontro dos artistas no Tomorrowland Brasil O ícone global da música eletrônica Steve Aoki se une à estrela brasileira Ludmilla para o lançamento de “Rio