COLUNA | Na pista da Psicologia

Se estou tocando e uma música que acabei de soltar não agrada, automaticamente o feeling vai lá e pede para mixar outra em seguida. Sim! Se você não é DJ e está lendo isso, eu preciso te contar uma coisa: quando o DJ toca, e mixa ao vivo, nem sempre ele acerta na escolha da música. Sabe aquele lance de expectativa x realidade? Pois é.. Nem sempre a pista responde como o esperado e então cabe a nós, DJs, mixar logo outra música para que o set continue harmonioso, deixando todo mundo feliz (inclusive o próprio DJ).

Mas voltando à troca de mudar de música, isso também acontece no dia-a-dia de quem não é apenas DJ. Um produtor musical, por exemplo, quando está construindo uma música nova, pode  adicionar elementos que façam sentido para aquele projeto, ou excluir se achar que não “combina” com o seu objetivo final. Ajuste de volume, instrumentos, notas, tons, e outros recursos lhe permite construir uma track nova. Ok,  se você não trabalha no ramo da música, com certeza já vivenciou isso aqui: quando você está aí, ouvindo uma playlist, ou uma rádio, e está curtindo aquela música que você adora, mas que assim que ela termina a próxima não lhe agrada muito… O que você faz? Provavelmente troca e, caso a próxima também não lhe agrade, você vai passando de faixa ou estação até que encontre outra música que você goste e lhe faça bem.

Assim tem sido minha vida. Aliás, em nossa vida temos a chance de mudar de faixa quando uma ou outra não faz sentido pra gente, não é mesmo? Consciente ou inconsciente estamos em busca daquela música que nos faz bem, nos completa, e que nos faz feliz até morrer de dançar. Em outras palavras, queremos estar em paz, convivendo harmonicamente com nossos sentimentos, buscando a realização de nossos objetivos e sonhos e, para alguns, significa também caminhar para dentro de si mesmo em busca de respostas mais verdadeiras que levem ao autoconhecimento e à realização de seu propósito de vida. E sobre o “tal” propósito eu reflito aqui, enquanto digito, que este poderá ser sempre um caminho, e não uma chegada. 

E hoje, depois de tantas trilhas sonoras felizes (e também algumas tristes), eu dou início a uma nova. Na verdade fui convidado pelo meu coração para dançar na pista da Psicologia. E claro que eu aceitei. Chegou a hora de soltar o corpo e o coração nos movimentos que essa ciência provoca e que leva a estudar e conhecer um pouco mais sobre o homem, suas visíveis transformações e também sua subjetividade. A curiosidade nata do meu signo, e as águas do meu ascendente em peixes me conduziram, também, para essa “festa”. E como eu já disse por aqui, aprendi a acreditar que a vida é feita de ciclos e que todos eles podem se conectar. E isso é o que vem acontecendo desde 1991. 

Por conta disso, a partir de agora o DJ Arthur será mais visto por aqui na internet e também mais nas pistas do que na cabine. É como eu falei aí em cima sobre ciclos: alguns começam, outros chegam ao fim, outros pausam. 

E eu, Luiz Arthur, decidi viajar na janela nessa jornada da Psicologia. E para isso foi preciso tomar a decisão de sair um pouco mais cedo da festa, mas não se preocupe, pois eu volto!

Aliás… Nos vemos na próxima edição da Colors, ok?

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