Os primeiros segundos do remix de “Garota Sangue Bom”, clássico de Fernanda Abreu, já provocam aquele desejo inevitável de correr para a pista. Logo, o convite se torna irrecusável, guiado por beats cheios de frescor, sintetizadores luminosos e a personalidade da nova versão criada pelo duo feminino From House To Disco (FHTD). A faixa chegou às plataformas, via Universal Music Brasil, e integra as comemorações dos 30 anos do álbum “Da Lata”, projeto que também celebra o legado da artista com documentário, livro e vinil.
O primeiro remix oficial de um clássico brasileiro
Embora “Garota Sangue Bom” seja um hino natural das festas e dos bailes pelo Brasil, a faixa nunca havia recebido um remix oficial. Agora, porém, ganha sua primeira versão estendida em grande estilo. Fernanda Abreu conta que ficou surpresa com o resultado:
“Elas me surpreenderam com um beat clássico de funk carioca e baixo e teclados inspirados na house dos anos 90. Criaram uma nova harmonia.”
A dupla reforça a visão artística do processo. Elas receberam as partes abertas, mas optaram por regravar bateria, baixo e beats. Em seguida, preencheram os espaços com sintetizadores que passaram a guiar a releitura. O toque final foi a linha de acid, provocante e cheia de personalidade. Assim, nasceu a nova “Garota Sangue Bom”.
Do feminismo intuitivo ao poder contemporâneo
A música original já continha um DNA de força feminina, mesmo que o tema não estivesse na pauta da época. Fernanda relembra que, em 1995, o feminismo ainda não era amplamente discutido, mas a faixa já carregava um espírito livre e afirmativo.
“Dá gosto de ver a inteligência movendo um corpinho como esse.”
Essa presença, que antes era intuitiva, agora se expande com o remix. A garota dos anos 90 virou mulher: sinuosa, forte, dona de si e consciente do próprio poder. Assim, a atualização musical reforça essa identidade e conecta o clássico a um novo momento cultural.
Uma ponte entre gerações e estilos
O encontro entre Fernanda e o duo From House To Disco não aconteceu por acaso. Quem uniu as artistas foi Meme, DJ e produtor, mentor da dupla e amigo de longa data da cantora. Depois de trabalhar com DJs mulheres em seu álbum “30 Anos de Baile”, ele viu no FHTD a combinação perfeita para revisitar “Garota Sangue Bom”.
A aposta deu tão certo que Fernanda vibrou com a liberdade criativa da dupla, que inclusive reorganizou trechos da letra para conectá-la mais rapidamente às pistas. Essa ousadia abriu espaço para uma releitura que equilibra vanguarda oldschool e frescor contemporâneo.
A dupla resume o encontro com brilho nos olhos:
“Fernanda é uma potência. Ela tem uma energia que faz você sentir que nada é impossível. Essa troca entre mulheres é o que nos torna mais fortes.”
Uma festa que renasce para a pista
A nova “Garota Sangue Bom” renova o calor das festas à beira-mar e a vibração solar que marcou gerações. De Rio a São Paulo, passando pelo Brasil e perpassando o mundo, a faixa ganha nova potência, autenticidade e brilho. Não é exagero dizer que o remix funciona como um novo capítulo da história que Fernanda escreveu com Fausto Fawcet.
Assim, a música reafirma a atemporalidade de “Da Lata”, disco eleito Melhor Álbum de Música Pop Latina pela Billboard americana em 1995. Trinta anos depois, ele continua soando como amanhã — e o remix chega justamente para reacender essa chama.
Sobre o projeto “Da Lata – 30 Anos”
Em 2025, Fernanda Abreu celebra a longevidade de um álbum que moldou a estética pop brasileira. O projeto comemorativo reúne:
Documentário
Realizado pela produtora Garota Sangue Bom e coproduzido pela TV Zero. Dirigido por Paulo Severo, traz bastidores da produção no Rio e em Londres, além de registros raros da turnê e entrevistas inéditas.
Vinil
Relançado pelo Clube do Vinil e disponível na UMusic Store, marca o retorno físico do disco para colecionadores e fãs.
Livro
Editado pela Cobogó e coeditado pela Garota Sangue Bom, reúne textos, fotos inéditas, cartazes, itens de memorabilia e bastidores visuais da era “Da Lata”.
Remix oficial de “Garota Sangue Bom”
Assinado por Bruna Ferreira e Lívia Lanzoni (FHTD), o remix chega às plataformas como a peça musical que completa o ciclo comemorativo.
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