ENTREVISTA | TIAGO SANTAROZA: A vulnerabilidade e a cura através das melodias em “Echoes from My Heart”

Reconhecido pela sensibilidade nas cabines, o DJ paulistano transforma um luto amoroso em um EP autoral e terapêutico com cinco faixas e remixes para as pistas. 

​A música sempre foi o termômetro das emoções de Tiago Santaroza. Se desde 2011 o público das pistas paulistanas se acostumou a ser conduzido por sua curadoria melódica, emotiva e cirúrgica, neste ano de 2026 o artista dá o passo mais corajoso de sua trajetória. Embalado por uma ruptura afetiva profunda em janeiro, Tiago deixou de ser o curador das histórias alheias para se tornar o autor de suas próprias dores e superações.

​O resultado dessa catarse é o EP Echoes from My Heart. O projeto, que nasceu originalmente como uma carta de desabafo que nunca foi entregue, transformou-se em um compilado de cinco faixas pop, sentimentais e viscerais. Dialogando com o luto, a rejeição, mas também com a gratidão por ciclos longos que se fecharam, Tiago Santaroza conversou com a Colors DJ Magazine sobre como a arte reconfigurou sua saudade em cura e por que a vulnerabilidade é sua maior potência atual.

Tiago, você sempre foi reconhecido pela sensibilidade na curadoria. Como define o seu momento de carreira hoje e o que te motivou a se tornar o autor das suas próprias histórias?

Tiago Santaroza: Olha, eu defino esse momento como uma transformação. É engraçado porque, quando eu olho para trás, eu vejo que virei DJ num momento da minha vida que não teve planejamento; foi por uma surpresa do destino. Ganhei um curso de presente do meu ex-marido e, de repente, me vi do outro lado da pista. E aquilo, em 2011, me transformou. Eu sempre fui muito ligado às músicas mais emotivas, mais melódicas. Sabe aquelas músicas que contam uma história e fazem a gente realmente sentir alguma coisa na pista? Especialmente aquelas grandes versões de músicas lentas que viravam remixes incríveis.

Quando comecei a tocar, eu nunca fui muito preocupado em tocar o hit do momento ou a música que estava bombando. Eu queria criar uma conexão emocional com as pessoas. E, olhando hoje, essa sensibilidade sempre esteve presente. Porque escrever música nunca foi uma pretensão. Na verdade, eu estava vivendo um processo de luto, tentando entender tudo o que tinha acontecido com o fim do meu último relacionamento. A ideia inicial nem era música: era escrever uma carta para a pessoa. Eu precisava colocar para fora tudo o que estava sentindo. Só que, em algum momento, eu percebi que aquela carta talvez não fosse entendida da forma como eu gostaria. Foi daí que surgiu a ideia de transformar aquela mensagem em música. Minha primeira letra foi escrita aos 43 anos, por causa de um fim de relacionamento que me deixou realmente muito abalado emocionalmente.

No começo, aquilo não era uma mensagem para o mundo. Era uma mensagem para uma única pessoa. Mas, um tempo depois, percebi que da mesma forma que eu já tinha sido tocado por músicas de outras pessoas em momentos importantes, a minha música poderia fazer companhia para alguém que estivesse passando por algo parecido. Hoje eu tenho cinco músicas escritas. São os meus sentimentos, as minhas emoções e as minhas histórias.

“A música cura porque ela dá contorno para aquilo que a gente não consegue explicar com palavras comuns.” — Tiago Santaroza

Para o público que te conhece das pistas, o que mais vai surpreender nessa transição para o Tiago Santaroza compositor e produtor?

Tiago Santaroza: Eu acho que o que mais vai surpreender as pessoas é a minha vulnerabilidade. Quem me conhece como DJ provavelmente imaginaria que, se eu fosse lançar algum material, seria um remix, um set, um mashup, alguma coisa alegre e festiva. E não foi o que aconteceu. O que apareceu foram músicas pop, emocionais e muito ligadas a sentimentos, à minha história pessoal e ao que vivi desde janeiro.

“Acho que veio no momento certo, porque as músicas de agora estão muito descartáveis e, por isso, passam despercebidas. Músicas sensíveis marcam e deixam uma atmosfera gostosa”, pontua Morais, definindo o novo lançamento de Tiago como uma verdadeira “pérola”. — produtor e amigo de longa data, Morais. 

Mas, ao mesmo tempo, eu não vejo isso como uma mudança tão grande. Desde que comecei a tocar, eu sempre fui atraído por músicas que emocionam. Eu gosto de tocar músicas com letra, com melodia, com vocal. Eu nunca esqueci os momentos memoráveis que vivi na pista escutando DJs como Morais, Vlad, Herbert, Leanh, Pacheco, Gustavo Vianna, Earl… Eu sentia (e sinto) o coração deles, a energia e a emoção, seja ali na pickup ou nas suas próprias produções. Inclusive, eu enviei a faixa “This Love” para o Earl e para o Morais antes de lançar, porque gosto demais deles, e tive um feedback tão lindo e honesto de cada um que fiquei muito feliz.

A emoção sempre esteve ali comigo nas pickups. O que mudou foi a forma de expressar isso. E talvez o exemplo mais claro seja a própria “This Love”. Ela nasceu como uma música lenta, íntima. E, justamente por eu vir da pista, comecei a enxergar naquela melodia a possibilidade de ela ganhar outros corpos e energias. Foi daí que surgiu a ideia dos remixes. Criei quatro versões pensando em pistas e atmosferas diferentes. Os remixes levam uma música que nasceu de uma dor muito pessoal para um lugar coletivo, de celebração e conexão.

“A verdade é que eu não quis virar compositor de uma hora para outra, nem criar uma persona de cantor. Eu escrevi essas músicas porque estava vivendo uma situação que mexeu profundamente comigo.” — Tiago Santaroza
O projeto nasceu inicialmente de uma carta de desabafo. Em que momento, através do conselho do seu amigo Sidney Freitas, você percebeu que aquela mensagem deveria virar música?

Tiago Santaroza: Eu sempre fui uma pessoa que se comunicou através das palavras. Gosto de dizer para os meus amigos o quanto eles são importantes, gosto de me declarar. No meu último relacionamento isso também aconteceu. Então, quando essa relação terminou e eu me vi sem a possibilidade de conversar, de ver a pessoa, eu entrei em desespero, literalmente. Eu fiquei bloqueado. E aquilo me causou uma ansiedade enorme de precisar falar dos meus sentimentos para ele. Tinha algumas coisas dele comigo aqui em casa que eu precisava devolver, e pensei em escrever uma carta para acompanhar essa entrega.

Foi nesse momento que o Sidney Freitas, um amigo de muitos anos e grande confidente, foi me visitar. O Sidão é redator, publicitário, escritor e tem livros lançados; é alguém que entende muito de comunicação e de como as palavras afetam as pessoas. Emocionado com o meu estado, ele me disse: “Tiago, você pode escrever a carta. Mas você não precisa entregar”. Ele me explicou que, por melhor que fosse a minha intenção, a outra pessoa poderia interpretar aquilo de uma forma completamente diferente, baseada no que estivesse sentindo no momento. Ele falou: “Escreve tudo o que você quiser, mas escreve para você. Leia no espelho, grite, escreva um livro, mas não manda para a pessoa”.

Só que eu queria que meu ex soubesse o que eu estava passando. Quando o Sidney foi embora, sentei na frente do computador pensando em como transmitir essa mensagem sem o papel. E se eu transformasse isso em música? Porque uma carta a pessoa lê. Uma música a pessoa escuta, ela sente. A voz, a melodia, a interpretação conseguem transmitir emoção de um jeito único. Foi assim que nasceu “This Love”. Uma música sobre viver uma história muito feliz e, de repente, precisar lidar com o vazio que fica. Existe uma beleza na estrutura musical que comporta e sustenta a tristeza da letra.

“As palavras na música ganham asas; elas chegam onde a insistência de uma conversa travada jamais conseguiria tocar.” — Tiago Santaroza

Como foi o processo interno de entender que o seu luto e a sua saudade poderiam ser reconfigurados em arte e cura, em vez de dor silenciosa?

Tiago Santaroza: Eu sou muito intenso, me entrego por completo. E acho que a vida me ensinou que sentimento não desaparece só porque a gente decide ignorar ou porque alguém te manda esquecer e seguir em frente. Muitas vezes a gente abafa, mas ele continua ali. Durante os 22 anos que vivi com o meu ex-marido (meu primeiro relacionamento), eu aprendi muito sobre isso. Aprendi que a forma como a gente olha para uma história muda com o tempo. Aos poucos, fui entendendo que eu não precisava esconder o que sentia. Nem a raiva, nem a saudade, nem o amor, nem a tristeza.

Quando tudo aconteceu em janeiro de 2026, eu estava na escuridão mesmo. Veio uma avalanche. Eu estava deprimido pelo fim do relacionamento mais recente, mas também comecei a sentir gratidão pela história de 22 anos que vivi com o meu ex-marido, que foi fundamental para construir quem eu sou hoje. Ao mesmo tempo, eu me sentia perdido, sem saber para onde ir. E foi exatamente isso que começou a aparecer nas músicas. “Replay in My Heart” nasceu desse olhar de gratidão para essa história de 22 anos. “Too Heavy to Hold” nasceu desse momento em que eu me sentia perdido. “This Love” veio da dor imediata.

Eu percebi que as emoções coexistem. Quando olhei para as cinco músicas juntas, vi que elas falavam de sentimentos que continuam existindo, só que de outra forma. O amor vira saudade, a saudade vira gratidão, o desejo vira memória, a dor vira aprendizado. Daí surgiu o nome Echoes from My Heart. São ecos de pessoas, histórias e momentos que continuam reverberando dentro de mim. A sociedade manda a gente virar a página rápido, mas só a gente sabe o sentimento que carrega. Acho que a gente só evolui de verdade quando passa pelos sentimentos, entende o que eles querem dizer e encontra uma forma de dar vazão a eles.

“As emoções não precisam competir entre si. Por mais pesadas ou leves que elas sejam, elas coexistem. Eu podia sentir tristeza e gratidão ao mesmo tempo.” — Tiago Santaroza

O EP traz cinco faixas autorais. Como você estruturou a narrativa entre elas? Existe uma ordem cronológica dos sentimentos ou elas funcionam de forma independente?

Tiago Santaroza: Elas funcionam de forma independente, mas quando você olha para o conjunto, percebe que existe uma linha invisível que conecta todas elas. Essa linha é justamente a jornada de passar por um término e tentar se reconstruir. Elas não foram escritas seguindo uma ordem cronológica rígida, até porque os nossos sentimentos não funcionam assim, de forma linear. Um dia você está bem, no outro a saudade aperta, no outro vem a raiva, depois a aceitação. É um movimento de altos e baixos.

As músicas refletem esses diferentes estados de espírito. “This Love”, por exemplo, é muito visceral, nasceu da dor mais imediata e da necessidade de falar sobre o que ficou inacabado. Já “Replay in My Heart” vem de um lugar muito mais maduro, de olhar para trás com carinho e reconhecer o valor de uma história longa, como os 22 anos que vivi com o meu ex-marido. “Too Heavy to Hold” traduz aquele instante em que o peso da ausência parece grande demais para carregar sozinho.

Então, embora cada música tenha a sua própria identidade, a sua própria atmosfera e possa ser ouvida separadamente, juntas elas formam um mosaico. Elas contam a história de alguém que não teve medo de olhar para as próprias feridas para conseguir se curar. É um retrato sincero de um processo de transformação.

 “O luto de um amor não é uma linha reta; é um labirinto onde você redescobre quem você é a cada curva.” — Tiago Santaroza

Musicalmente, você mencionou a transição de faixas mais lentas para os remixes de pista. Como foi o trabalho de produção para garantir que a carga emocional das letras não se perdesse nas batidas da House Music?

Tiago Santaroza: Esse foi um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das partes mais bonitas de todo o processo. Eu tinha muito claro na minha cabeça que as batidas não podiam engolir a história que eu estava contando. A House Music tem essa força incrível da pista, mas as minhas referências sempre foram aqueles hinos clássicos onde o vocal e a melodia te arrepiam antes mesmo do drop.

No trabalho de produção, nós cuidamos muito da estrutura. Em “This Love”, por exemplo, a versão original preserva essa atmosfera mais íntima, quase como um desabafo no piano. Quando partimos para os remixes, a ideia era transpor essa mesma melodia para diferentes momentos da noite. O segredo está em respeitar os momentos de calmaria da música — os breaks — onde a letra e o sentimento ganham destaque total, para que, quando o ritmo forte dance entrar, o público já esteja completamente envolvido pela mensagem.

A batida, nesse caso, não serve para mascarar a dor; ela serve para fazer você dançar com ela, transformando o sofrimento em movimento e libertação coletiva. Ver que produtores que eu admiro tanto sentiram essa verdade na faixa me deu a certeza de que a essência emocional continuou intacta, mesmo cercada de graves poderosos.

“A pista não serve para esquecer os problemas, mas para transformá-los em energia e suor.” — Tiago Santaroza

Dividir essas produções com grandes nomes do circuito nacional antes do lançamento oficial exige desapego. Qual foi o termômetro dessas primeiras audições nos bastidores?

Tiago Santaroza: Olha, dá um frio na barriga enorme! Como eu passei a vida inteira tocando as músicas dos outros e admirando esses profissionais, de repente chegar com um trabalho que é 100% meu, expondo minhas fragilidades, foi um momento de muita exposição. Eu mandei o material para pessoas que são referências absolutas para mim e para a cena, como o Earl e o Morais.

O termômetro não poderia ter sido melhor, e foi o que me deu o empurrão definitivo que eu precisava. Receber um feedback técnico, mas acima de tudo um retorno humano e carinhoso de profissionais desse calibre, me mostrou que a música tinha rompido a barreira do meu diário pessoal. Eles não avaliaram apenas como uma faixa para as pistas, eles sentiram a verdade e a honestidade na interpretação e no arranjo. Quando você recebe o respeito e o sinal verde de quem construiu a história das pistas no Brasil, você entende que o seu propósito artístico faz sentido. Foi um momento de validação lindo que vou guardar para sempre.

TIAGO E EARL
“Depois de um tempo quietinho, o Tiago surgiu com as letras das músicas praticamente prontas, cada uma contando um momento de sua vida (…). Eu curti várias fases desta música! Ele foi ajustando, lapidando e, quando saíram as versões finais, o resultado só poderia ter sido este: MÚSICA LINDA!” Earl, que ainda comparou a versão acústica aos grandes hits de Taylor Swift.

Essa validação não ficou apenas no campo emocional. Antes de lançar ‘This Love’ e o EP, eu busquei um cuidado técnico que considerava indispensável para que as músicas chegassem às plataformas com a máxima qualidade. Após registrar as obras, procurei o Diego Santander, que foi meu professor de produção musical em 2020 e é uma grande referência como DJ e produtor, para conduzir a masterização das faixas.

Eu sabia que não bastava simplesmente subir um arquivo gerado por inteligência artificial nas plataformas. A IA ainda tem limitações sonoras, e eu queria que minhas músicas tivessem cuidado, respeito e qualidade profissional.

Mais do que masterizador, o Diego se tornou uma espécie de tutor técnico do projeto, me ajudando a entender sobre finalização, equilíbrio sonoro e entrega para o mercado fonográfico. Eu cheguei para ele e falei: ‘Diego, a história é essa. Eu gerei essas músicas e quero lançar. Dá para transformar esse material em algo com qualidade profissional para o streaming?’ E ele me deu a mão nesse processo.

Para mim, essa etapa racional também teve um papel emocional muito forte: enquanto uma parte de mim tentava reorganizar o luto, a outra aprendia sobre distribuição, direitos autorais e tudo o que era necessário para transformar uma carta íntima em música pronta para o mundo.

Você focou na sua própria vulnerabilidade, sem citar nomes ou apontar culpados. Como essa escolha transforma o álbum em algo universal, funcionando como um abrigo onde qualquer pessoa que sofreu por amor pode se enxergar?

Tiago Santaroza: Eu acho que essa escolha passa por duas coisas que se complementam. A primeira é que eu faço análise há algum tempo e tenho entendido cada vez mais que nós somos responsáveis pelos nossos sentimentos. Quando a gente sofre alguma coisa, recebe alguma coisa de alguém, obviamente existem responsabilidades emocionais e afetivas envolvidas, mas a grande pergunta é: o que eu faço com isso? Eu aceito? Eu passo por cima? Eu mudo? Eu aprendo? Eu transformo?

Então não faria sentido eu escrever essas músicas tentando trazer os sentimentos das outras pessoas ou materializar os dois lados de uma relação. Isso iria contra a própria ideia de “This Love”, que nasceu justamente para que eu pudesse ser escutado e falar do que eu estava sentindo. E eu acho que seria até injusto eu tentar falar pelo outro lado. Eu não sei exatamente o que a outra pessoa sentiu, o que pensou ou como viveu aquelas histórias. Eu só posso falar daquilo que eu vivi. E foi essa escolha que fiz desde o começo. Então toda a ideia desse EP foi falar dos meus sentimentos, do que eu passei e da forma como vivi aquelas histórias.

E reforçando o conceito das letras: elas falam de saudade, amor, dor, perda, raiva, gratidão. Mas em nenhum momento eu ataco alguém ou falo mal de alguém, porque esse nunca foi o objetivo. Quando a gente passa por emoções mais difíceis, a gente tenta entender o que está acontecendo. A gente pode sentir raiva, pode querer sumir, pode querer voltar, pode querer esquecer. É tudo muito misturado. Mas esse não é um álbum sobre acusações nem um EP sobre apontar culpados. É um EP sobre sentimentos. Porque, no fundo, quando a gente sofre, a grande questão não é só o que o outro fez.

Como falei antes, a grande questão é o que a gente faz com aquilo que está sentindo. E foi isso que me interessou explorar nas músicas.

Quando faço essa escolha, acho que deixo as músicas muito mais abertas para que outras pessoas possam se enxergar nelas. Talvez ninguém se enxergue em uma letra inteira, do começo ao fim. Mas alguém pode se identificar com um verso. Outra pessoa pode se identificar com um refrão. Outra pode se conectar com uma frase específica ou simplesmente com a emoção que aquela música transmite. E eu acho que isso acontece porque a música sempre funcionou assim para mim também. Eu até brinco com os meus amigos que, se a minha vida fosse contada não seria uma biografia, um livro…. seria através da música, ela seria um grande musical. Porque eu tenho músicas que representam praticamente todos os momentos importantes da minha vida.

E talvez seja justamente por isso que as pessoas consigam se enxergar nessas músicas. Porque eu não estou falando de uma pessoa específica. Estou falando de sentimentos que praticamente todo mundo já viveu em algum momento da vida: saudade, amor, rejeição, desejo, esperança, gratidão, arrependimento. A história pode ser diferente, mas a emoção costuma ser muito parecida. E acho que a principal ideia do EP é justamente essa: ser honesto com aquilo que eu senti, ser verdadeiro com as minhas emoções. No fundo, Echoes from My Heart fala dos meus sentimentos, mas eu acho que todo mundo carrega os próprios ecos. Todo mundo tem pessoas, histórias e momentos que continuam reverberando dentro de si. E talvez seja justamente por isso que essas músicas consigam criar conexão. Se alguém escutar uma dessas músicas e encontrar conforto, acolhimento ou simplesmente sentir que não está sozinho naquilo que está vivendo, eu acho que o propósito do EP já foi cumprido.

Depoimento Completo Earl:

Minha relação com o Tiago já tem uns bons anos e nossa conexão é muito gostosa! Leve e divertido, a gente já abre um sorrisão quando se vê. Acho que temos bastante em comum, a começar pela paixão pela música (inclusive, muitas vezes pelas mesmas músicas!). Na primeira oportunidade, estamos lá no front um do outro nas apresentações!

Depois de um tempo quietinho (ele precisava desse tempo para se ajeitar e recomeçar), o Tiago “surgiu” com as letras das músicas praticamente prontas, cada uma contando um momento ou nuance da sua vida e de seus relacionamentos. Foi muito tocante sentir através das canções toda a sua energia, angústias, aprendizados e, principalmente, o quão resiliente ele é! E aí entra a This Love.

Eu curti várias fases desta música! Ele foi ajustando, lapidando e, quando saíram as versões finais, o resultado só poderia ter sido este: MÚSICA LINDA! E tem um detalhe que me faz amar ainda mais esta faixa: ela tem uma estrofe que chamamos de “ponte” ou bridge. Esse pedaço da música era obrigatório nos anos 80, 90 e até meados de 2010. Normalmente, mudam-se o andamento e até a forma de cantar. Acho que a música fica completa com a “ponte”!

Bom, vou discorrer rapidinho sobre as versões finais:

This Love (Original): Um pop romântico superatual, com vocal marcante e uma melodia que derrete a gente. Ela poderia estar facilmente na trilha sonora de qualquer comédia romântica! É uma música absolutamente perfeita, linda demais.

This Love (Acoustic): Música pronta para as rádios, mais intimista e com aquela pegada levemente country/romântica. Uma balada literalmente apaixonante! Hitzão mesmo! Imagino a Taylor Swift cantando esta canção!

This Love (Club Remix): Melodia vibrante, crescente, em um tribal superatual, mas extremamente limpo e de bom gosto… eu diria CLASSUDO! Tem a energia certa para emocionar e fazer a galera vibrar na pista.

É isso! O Tiago é esse cara que a gente consegue ver nesta música. Um cara doce, sensível e que tem a música na alma! Te amo, Ti!