ENTREVISTA | DJ BRUNO GARCIA FALA SOBRE EXPANSÃO INTERNACIONAL, SENDO UMA GRANDE RELEVÂNCIA NO TRIBAL HOUSE EM PORTUGAL

Nesta edição especial, conversamos com o DJ Bruno Garcia, um nome de destaque que iniciou sua trajetória na música eletrônica em 2019 no interior de São Paulo e hoje expande seu som por palcos internacionais. Instalado em Lisboa, em Portugal, o artista conquistou seu espaço ao levar uma vibe “fresquinha” e cheia de identidade brasileira para pistas europeias, marcando passagens por clubs renomados, projetos como o Together e dividindo o palco com grandes ícones da música pop nacional.

Reconhecido pela técnica refinada, presença de palco e uma conexão magnética com o público, Bruno consolidou-se como um verdadeiro condutor emocional nas pistas. Sua jornada reflete a coragem de cruzar fronteiras sem perder a essência, unindo o peso do Tribal House, vocais marcantes e uma leitura sensível da energia coletiva.

“O maior desafio foi entender o timing, feeling e a leitura de pista do público europeu sem perder minha identidade.”

A seguir, confira a entrevista completa onde o DJ detalha os desafios de sua expansão internacional, os aprendizados ao lado de grandes estrelas e os novos rumos de sua carreira:

​Bruno, você veio de uma trajetória forte no interior de SP e hoje se destaca em Lisboa. Qual o maior desafio e a maior alegria de trazer esse som “fresquinho” do Brasil para Portugal?

O maior desafio foi entender o timing, feeling e a leitura de pista do público europeu sem perder minha identidade. O Brasil tem uma entrega muito intensa, emocional e corporal, enquanto aqui existe uma escuta mais detalhista, mais hipnótica. Encontrar esse equilíbrio foi um processo.

A maior alegria é ver que esse som “fresquinho”, com groove, vocais e alma brasileira, cria conexão real. Quando a pista responde, canta, se entrega… eu percebo que música boa não tem fronteira. Trazer essa energia do interior de São Paulo pra Lisboa é motivo de muito orgulho.

 
 
 
 
 
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Como tem sido a recepção do público europeu ao Tribal House e aos vocais, e como você avalia essa troca nos projetos e pistas de Portugal, como no Together?

Sim, existe uma diferença clara, mas muito positiva. O público europeu é mais atento às camadas, à construção do set, e isso faz com que o Tribal House e os vocais tenham ainda mais impacto quando entram no momento certo.

No Together, é não só lá, na Rainbow, After do Hyago e etc essa troca é muito especial. É uma pista que confia no DJ, principalmente em mim! Portugal me acolheu muito bem e muito rápido. Se permite viajar e entende a narrativa do set. Ali eu consigo trabalhar emoção, groove e identidade brasileira sem pressa, criando uma experiência que vai além de apenas dançar, sem dúvidas!

“Trabalhar com artistas como IZA, Lexa e Lorena Simpson me ensinou que cada detalhe importa: timing, energia, presença e respeito pelo momento.”
O que você aprendeu tocando com grandes estrelas pop do Brasil e como aplica esses aprendizados hoje em sua atuação como DJ?

Aprendi principalmente sobre leitura de público, profissionalismo e entrega. Trabalhar com artistas como IZA, Lexa e Lorena Simpson me ensinou que cada detalhe importa: timing, energia, presença e respeito pelo momento.

Hoje aplico isso entendendo que o DJ também é um condutor emocional da noite. Não é só tocar música, é criar clima, tocar a alma e respeitar a história da pista e entregar uma performance que faça as pessoas lembrarem daquela noite.

 
 
 
 
 
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Seu currículo traz nomes como IZA, Lexa, Wanessa Camargo e muitas outras divas. O que você aprendeu com essas estrelas pop que você aplica hoje na sua performance como DJ?

Eu preparo meu set tecnicamente, mas deixo espaço para a pista falar comigo. Estudo o público, o horário, o espaço e o contexto do evento, mas o feeling acontece ao vivo.

Observo reações, respiração da pista, intensidade dos movimentos. A energia inesquecível nasce quando o DJ escuta tanto quanto toca. É essa troca constante que transforma um bom set em uma experiência marcante e os meus são tratados todos assim, como se fosse na primeira vez.

Olhando para toda essa trajetória de expansão internacional, passando por Dublin, Madrid, Alemanha e agora novos passos em Paris e no Brasil, como você enxerga a evolução da sua identidade artística e o novo ciclo que está se iniciando?

Acho que essa vivência tem mudado muito a minha forma de enxergar a minha própria trajetória. Quando comecei a tocar, em 2019, eu tinha o sonho de viver da música e de construir uma identidade dentro da cena Tribal. Hoje, olhar para trás e perceber que a minha música já me levou para lugares como Dublin, Madrid e Alemanha que estou vivendo momentos tão especiais em Portugal e que agora Paris e o Brasil já fazem parte dos próximos passos, é muito significativo.

Mas, para mim, o mais importante não são apenas os destinos. São as conexões, as experiências e tudo o que cada lugar acrescenta ao artista que estou me tornando. Cada pista, cada público e cada projeto me ensinam alguma coisa diferente e, ao mesmo tempo, reforçam aquilo que eu não quero perder: a minha identidade.

A fase de dividir line com os maiores nomes do Brasil como a Clementaum, Anne Louise, Ma Rodrigues, Will Capitão, Nina Sabbah e entre outros, até a minha trajetória com a Together, os projetos que venho construindo e todos esses movimentos internacionais têm me mostrado que é possível crescer sem deixar de ser fiel à minha essência. Eu sinto que estou entrando em um novo ciclo com muito mais maturidade, segurança e claridade sobre onde quero chegar.

 

 
 
 
 
 
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Hoje eu não quero apenas estar em mais lugares. Quero deixar uma marca em cada lugar onde passar. Quero que as pessoas reconheçam o Bruno Garcia pela energia, pela entrega e pela identidade que existe por trás da música. E talvez esse seja o maior impacto dessa fase: perceber que aquilo que um dia parecia um sonho distante está começando a se transformar em uma realidade cada vez mais concreta. E eu sinto que isso é só o começo.