COLUNA | Tribal X Ética: existe uma conduta ideal para DJs?

Ainda hoje é possível ver comentários e publicações ressaltando a importância do respeito e da postura dos DJs e produtores no Tribal House brasileiro, cujo cenário ainda passa por um longo processo de amadurecimento e de aprendizado. A ética ainda é um dos assuntos mais falados, inclusive pelos DJs, porém ainda é pouco vista na prática.

Essa temática é um dos critérios mais importantes e valorizados em um profissional, o que poderá levá-lo a alcançar objetivos e grandes metas dentro do cenário em que ele esteja inserido. Para isso, são necessários vários comportamentos importantes que irão compor os valores deste. Um resumo geral sobre ética define-a como conjunto de valores e princípios que conduzem e orientam o indivíduo na sociedade. Mas quais valores são esses? Será que os DJs e produtores estão de fato utilizando desse fator ético para se expressar diante de seus seguidores, em especial nas redes sociais?

Existem diversas discussões levantadas nas redes, em especial no Facebook, acerca de diversos temas dentro da cena tribal: musicalidade, festas, público etc., e não somente isso, também uma chuva de indiretas e críticas para infinitas coisas e pessoas.

Não adentrando profundamente em detalhes destas discussão, é importante aqui ressaltar que as críticas acontecerão sempre, sejam elas vindas do público que consome o trabalho, de produtores de eventos que contratam os DJs ou até mesmo de outros colegas de profissão. Nenhum de nós está blindado de sofrer críticas ou sermos apontados por algo que fazemos, seja de maneira positiva ou negativa. Mas até que ponto isso é bom e construtivo para nossa cena?

Algo muito importante a se falar sempre é que praticamente todo DJ e/ou Produtor é um artista.

Assumir esse papel de artista é uma conduta tão importante quanto desempenhar um bom trabalho no estúdio ou no palco, pois engloba a ética, sua postura diante das situações adversas do dia a dia, a forma como ele irá lidar com a competição no mercado de trabalho etc. Talvez ainda estejam misturadas as ideias de competição e concorrência. O espírito de competição é nato em muitos de nós, mas não se deve misturar com a ideia de que um colega de profissão é um inimigo, pois apoiar um colega de trabalho, incentivar, direcionar e compartilhar não nos impede de crescer e alcançarmos vôos altos. A concorrência é importante para todos os profissionais e empresas, pois estimula a busca pela qualidade e excelência naquilo em que se propõe a fazer/ofertar.

Com um novo ano e novas experiências, podemos refletir sobre a fim de lapidarmos nossos objetivos, tentando sempre aprender mais sobre ética e mutualidade, pois profissionais que se apoiam com certeza crescerão juntos.

Compartilhe:
Instagram
Para Você

Posts Relacionados

ENTREVISTA | ELE NÃO PASSA, ELE MARCA! Di Carvalho é sinônimo de poder, identidade e liberdade em forma de som

Há quase oito anos, Di Carvalho iniciava sua história com a cena Tribal House, e hoje pode contar suas conquistas e dificuldades com muito orgulho de tudo o que passou

NOVIDADES | DJ Glen cria primeiro remix eletrônico da trilha da Corrida Integração para a Rede Globo de Campinas, EPTV

Artista foi um dos selecionados para produzir um remix da famosa música-tema da mais tradicional corrida de rua do interior de São Paulo, que está entrando em sua 40ª edição Reconhecido

LANÇAMENTOS | InntRaw transforma hit do NSYNC em tech house vibrante pela Repopulate Mars de Lee Foss

Nascida despretensiosamente, “Bye Bye Bye” chegou às plataformas nesta sexta-feira Depois de conquistar o topo do Beatport com o hit “Stephanie”, o DJ e produtor brasileiro InntRaw segue expandindo sua

LANÇAMENTOS | BINARYH lança “Hozho Naasha” pela Captive Soul: melódico que conecta som e alma

Inspirado em conceito Navajo, novo single do duo brasileiro chega às plataformas em 9 de maio no selo de Korolova Hoje (9/5), o duo brasileiro BINARYH lança Hozho Naasha, seu novo single

MATÉRIA | A BATIDA QUE ATRAVESSA DESERTOS E OCEANOS: Bragyptian e a conexão entre Egito, Dubai e Brasil

Num mundo onde a música eletrônica muitas vezes se prende a fórmulas, Bragyptian surge dos desertos do Egito. Hoje entre Brasil e Dubai, o artista constroi sua identidade sonora como