Da influência materna às ombreiras icônicas: a construção de um novo ícone no Tribal House.
A trajetória de Terashima na música eletrônica não aconteceu por acaso, mas através de uma observação atenta dos bastidores. Nesta edição da Colors DJ Magazine, exploramos como a herança artística de sua mãe e os anos de experiência como promoter na noite paulistana moldaram sua visão de palco. O texto mergulha na decisão estratégica de migrar para as pickups durante a pandemia, revelando um artista que entende a noite tanto pela ótica de quem organiza quanto pela de quem faz o público vibrar.
Especialista em Tribal House, Willian transformou sua performance em uma experiência que une som e alta costura. Com uma estética visual inspirada em referências internacionais, ele utiliza ombreiras e looks estruturados para reforçar uma identidade que foge do comum. Sua sonoridade é marcada pela precisão técnica adquirida no Studio Arena, resultando em sets que já conquistaram multidões em festivais nacionais e pistas internacionais, consolidando uma assinatura que é visualmente impactante e sonoramente potente.
A experiência inesquecível no Hopi Pride, a estreia nos palcos do Chile e os planos ambiciosos para uma tour temática em 2026 são os pontos centrais desta conversa. Esse divo detalha os desafios da cena atual, a importância da formação técnica e o processo criativo por trás de sua imagem marcante. Confira agora o nosso DJ REVELAÇÃO completo e descubra como a fusão entre moda e música está levando este artista a novos patamares no cenário eletrônico global.
Willian, vamos voltar no tempo: como foi seu primeiro contato com a música e de que forma a influência da sua mãe, que é cantora, ajudou a moldar esse seu olhar tão forte para a arte?
Acredito que meu primeiro contato com a música foi desde pequeno. Sempre estive rodeado de músicos, já que minha mãe cantava em barzinhos e fez backing vocal para diversas cantoras. Mesmo sem saber, ela me ajudou a tomar gosto pela música e pela vida artística.
Antes de subir nas pickups, você viveu intensamente a noite paulistana como promoter. Como essa fase contribuiu para o seu amadurecimento artístico e para sua decisão de se tornar DJ?
Comecei a frequentar a cena Tribal em 2009, na antiga FLEX Club, e alguns anos depois me tornei promoter da casa. Essa fase foi fundamental para eu entender como a noite funciona, conhecer a fundo a cena e, principalmente, construir bons contatos antes mesmo de me formar como DJ.
Em que momento o Tribal House entrou na sua vida de forma definitiva e por que você escolheu esse gênero para chamar de seu?
Devido ao meu trabalho como promoter, eu sempre tive muitos amigos DJs. Eles sempre me falavam que eu tinha um “ouvido muito bom” para a música. Apesar disso, eu ainda não me sentia preparado para essa transição. Foi somente durante a pandemia que decidi de fato fazer o curso e iniciar minha carreira na cena.
Sua formação no Studio Arena é um marco importante da sua jornada. Como foi essa experiência e o que mais te marcou nesse processo de aprendizado?
Quando decidi estudar, queria aprender com alguém em quem eu sentisse total confiança. Escolhi o DJ e produtor Liu Rosa, no Studio Arena. Foi a melhor decisão que tomei: entendi de fato como tudo funcionava aprendendo com um dos melhores da cena. Isso foi marcante para o meu início.
Desde o início da sua carreira, em 2020, você tem conquistado cada vez mais espaço. Qual foi o momento em que você percebeu que o público realmente tinha abraçado o seu som?
Só percebi que estava ganhando relevância e destaque quando comecei a ver pessoas de todo o Brasil escutando meus sets e me marcando nas redes sociais. Ver esse retorno é algo simplesmente maravilhoso.
Seus looks são uma assinatura tão forte quanto sua música. Conta pra gente como surgiu essa estética marcante com ombreiras e ousadia — e qual foi a inspiração por trás disso tudo?
Eu sempre soube que não queria entrar na cena para ser “apenas mais um”. A ideia dos looks veio do The Voice Austrália, onde um participante usava ombreiras e tinha uma identidade visual única. Como sou ligado à moda, procurei o estilista Eduardo Campos, de Campinas, que abraçou o projeto. Hoje eu crio as ideias, passo para ele e ele molda tudo.
Em 2023, você brilhou no Hopi Pride diante de 20 mil pessoas. O que essa apresentação significou pra você e como ela impactou sua carreira?
Foi um marco e uma experiência única. Ali tive a certeza de que o palco é o lugar onde amo estar. Ver as pessoas felizes com o meu som não tem preço.
Seu nome já apareceu em line-ups de clubes e festas importantes no Brasil e no exterior, como o Club Berlin, no Chile. Como tem sido essa experiência internacional?
O convite para o Chile veio justamente após a minha apresentação no Hopi Pride. Confesso que senti um misto de medo e ansiedade, pois nunca tinha tocado fora do Brasil, mas o público chileno é extremamente acolhedor. Foi uma experiência única na minha vida como artista.
Com tanta estrada já percorrida em pouco tempo, como você enxerga seu papel na cena Tribal House e o que ainda sonha em realizar nesse universo?
É uma cena difícil, que exige evolução constante. Tenho muitos sonhos, como tocar nos maiores festivais do país: Guapo, Black, Studio 40 e Hell & Heaven. Continuo trabalhando duro para alcançar esses objetivos, lidando com os dias bons e ruins que fazem parte da realidade da cena.
E pra fechar: o que vem por aí? Pode dar um spoiler pra gente sobre os próximos passos da sua carreira ou algum projeto especial que esteja por vir?
Tenho muitos planos para 2026. Estou planejando uma tour pelo Brasil com um tema muito bacana que venho desenvolvendo há um ano. Além disso, teremos meu primeiro Digital Show gravado no Hopi Pride Festival 2026 e minha estreia no Panamá. Podem esperar muito de mim neste ano!
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