Da herança das pistas como dancer à aclamação internacional: conheça a trajetória da DJ que uniu o Nordeste à Guaracha e conquistou o título de rainha.
Rayka Vittar é a prova de que a autenticidade é o caminho mais curto para o sucesso orgânico. Nesta edição da Colors DJ Magazine, apresentamos a trajetória da artista que, em apenas quatro anos de carreira, conseguiu o que muitos levam décadas para alcançar: uma identidade sonora única. O texto explora como sua vivência como Drag Dancer nas noites de São Paulo deu a ela o timing perfeito de palco, permitindo que ela fundisse as batidas fortes do Tribal com o gingado da Guaracha e a nostalgia do Forró. A “Rainha do Forró”, como foi batizada pelo público, agora se prepara para mostrar que seu talento vai muito além dos rótulos.
Rayka Vittar é uma artista “camaleão” que não se deixa prender por nichos. Sob a mentoria de nomes como Anndhy Becker, ela lapidou um feeling de pista que une postura, carisma e um repertório altamente autoral. Parte do casting da Ultra Line DJs, Rayka carrega a representatividade Drag para o centro da cabine, utilizando looks impecáveis e uma sonoridade “fora da caixinha” para quebrar a padronização do mercado. Com passagens por palcos internacionais e um clã de fãs fiel, ela se destaca por levar amor e energia em cada batida, provando que o diferencial de um artista está no esforço em ser fiel à sua própria história.
A transição das performances como bailarina para o comando técnico das pickups durante a pandemia, os segredos de sua curadoria musical e o desafio de ser uma artista independente são os eixos desta conversa vibrante. Rayka abre o jogo sobre como lida com as cobranças do mercado e revela seus planos ambiciosos para 2026: uma era de estreias e lançamentos que prometem consolidar seu nome como uma DJ completa e versátil. Confira agora o nosso conteúdo de REVELAÇÃO e deixe-se contagiar pelo selo de aprovação da Vittar.
Rayka, você é carinhosamente conhecida como a “Rainha do Forró” no cenário Tribal. Como surgiu essa fusão inusitada entre a sonoridade nordestina e as batidas fortes do Tribal e da Guaracha no seu set?
Ser conhecida com o título de rainha do forró é muito gratificante, por ter sido algo orgânico e que o próprio público da cena me intitulou. Tenho um gosto peculiar quando vou criar minhas músicas, gosto de elementos marcantes, batidas fortes e que contagiam a pista. As referências do tribal são as batidas e a guaracha são os elementos dançantes. Com isso, pego um pouco de cada lado e transformo na minha identidade sonora.
Sua trajetória começou na dança, brilhando como Drag Dancer em São Paulo. De que maneira o seu “timing” de bailarina te ajuda a construir um set que mantém o público em constante movimento?
Acho que o ponto principal entre ter sido dancer e perder um pouco da timidez é me conectar com o público desde o início da minha jornada. Hoje influencia muito em subir no palco, ter postura, carisma, conexão palco e público. E, claramente, em ter aquele gingado para performances.
Você teve como tutor Anndhy Becker. Qual foi o ensinamento mais valioso que ele te passou durante o seu processo de aperfeiçoamento e transição para as pickups?
Um dos maiores ensinamentos foi ter humildade acima de tudo. Independente de onde você estiver, seja em um aniversário ou em uma das maiores festas, você ser quem você é. E, claro, além dos ensinamentos sobre timing de música, feeling de pista, construção de um set — seja ele para início, meio ou término de festa.
Com apenas 4 anos de carreira, você já conquistou palcos internacionais. Como foi levar esse seu estilo “fora da caixinha” para fora do Brasil?
Acho que uma das minhas maiores conquistas foi ter essa oportunidade de levar meu som, que querendo ou não é bem diferenciado, para outro público fora do país. E foi algo surpreendente, porque fui bem recebida e abraçada por todos. Curtiram muito, não é à toa que sempre estou voltando e ganhando ainda mais visibilidade internacionalmente.
Qual a importância de ter uma rede de apoio como a Ultra Line DJs e seus fãs fiéis para consolidar sua identidade como artista Drag na cena eletrônica?
Acho que ser artista independente hoje é muito difícil, são diversos fatores para ter algo consolidado. Ter a Ultraline como apoio é aliviador em diversos aspectos, seja logística, conversas com produtores, cobranças e até mesmo divulgação do nosso trabalho. Ter essa rede de apoio é magnífico, ainda mais lidando com pessoas tão qualificadas.
A pandemia foi o seu ponto de virada. Como foi aquele primeiro momento de estudo técnico em meio ao isolamento e quando você sentiu que estava pronta para estrear?
A pandemia foi um ponto de virada para tudo. O contato mais próximo com vários DJs, por causa das famosas “clandestinas”, me aproximou bastante da cena. Comecei a me interessar ainda mais porque conheci a fundo o processo de levar vibe e amor através da música. Tive amigos que me incentivaram muito, como o Anndhy e o DJ Dennis Cordeiro, que me ensinou bastante. Dessa forma, me senti preparada para estrear.
Sendo uma Drag Queen na cabine, você sente que a sua presença ajuda a abrir portas para outras artistas que também querem trazer o diferencial?
Acho que não só por ser drag queen. Para mim, todo DJ tem representatividade para inspirar quem está começando a levar aquele diferencial. Se você tiver um olhar analítico, consegue verificar que o “mesmo” já existe. Se você é esforçado, tem repertório próprio, postura e consegue fugir do nicho, não tenha dúvidas de que você se destaca.
Na hora de produzir ou selecionar suas tracks, o que não pode faltar para que uma música receba o selo de aprovação da “Vittar”?
O que não pode faltar para mim é aquela energia única que cada batida leva; sentir que a música carrega amor e conecta o público com o DJ. Gosto de ter músicas marcantes: quando toca na festa, qualquer pessoa sabe dizer “é a Rayka tocando”. Música é representação e não pode faltar nunca batidas fortes, calorosas e, lógico, aquele forrozinho que o público ama.
Qual é o maior desafio de manter uma sonoridade autêntica em um mercado que, às vezes, tenta padronizar o som do Tribal House?
Acho que uma das maiores dificuldades hoje para todos os DJs é a padronização do som. “Quem é do peso não toca no fino, quem é do fino não toca no peso”. Para mim, DJ é camaleão, ele toca em todas as sonoridades e horários. O que mais falta é oportunidade de dar uma chance para mostrar que sabemos estar em todas as festas e levar muita vibe.
Sendo uma das grandes revelações de 2025, o que a Rayka Vittar está preparando para 2026?
2026 será um ano de conquistas, prometendo trazer muita música boa e muitos looks belíssimos. Um ano para mostrar a todos o meu lado como DJ. Quero que todos me vejam não só como rainha do forró, MAS COMO UMA DJ COMPLETA. Teremos muitas estreias, novidades e, sem dúvidas, muito amor através da música.
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