Dos clubes aos 13 anos aos 30 milhões de views no TikTok: como o produtor paulista uniu técnica clássica e Tech House para furar a bolha da cena.
Poucos artistas podem dizer que celebram dez anos de carreira antes mesmo de completar 25 anos de vida. Nesta edição da Colors DJ Magazine, exploramos a trajetória precoce de LEOH COZZA, o DJ que começou a comandar pistas profissionais aos 13 anos sob o olhar atento dos pais. O texto revela como sua base sólida no piano e no violão serviu de alicerce para que ele navegasse por diversas vertentes até se encontrar no Tech House, transformando-se em um fenômeno viral em 2025 e provando que a constância é a maior aliada do talento.
Com uma leitura de pista lapidada no “fogo cruzado” das residências noturnas, COZZA é um artista que entende a música como um veículo de sentimentos. Sua identidade atual funde o peso do Tech House com vocais marcantes, uma estratégia que o levou a ultrapassar a marca de 30 milhões de visualizações em conteúdos digitais. Longe de ser apenas um “artista de internet”, Leoh carrega a bagagem de quem já passou por grandes labels e superou os desafios éticos do mercado, consolidando-se hoje com uma party label própria e um time que compartilha sua visão de profissionalismo e paixão.
O impacto do mashup que parou as redes sociais, a diferença entre o público da capital e do interior paulista, e a importância da personalidade artística são os destaques deste bate-papo. Leoh abre o jogo sobre os momentos em que pensou em desistir e como a sua “ONLY4FANS” está preparando o terreno para um 2026 repleto de lançamentos audiovisuais. Confira agora o nosso conteúdo de REVELAÇÃO completo e entenda por que LEOH COZZA é o nome que melhor define a evolução da nova geração do Underground brasileiro.
Leoh, você começou sua carreira aos 13 anos. Como foi para você, tão jovem, encarar a responsabilidade de comandar a pista em festas de amigos e logo depois em clubes?
Foi uma parada muito doida. Comecei em eventos privados onde a diversidade musical era muito grande e fui construindo minha identidade para a música eletrônica. Quando eu era menor de idade, meus pais sempre me acompanhavam nas festas e clubes; o apoio deles foi essencial para passar por essa fase inicial e seguir em frente com meu sonho.
Sua base musical vem do violão e do piano. De que maneira esse conhecimento teórico facilita o seu processo de produção musical e a construção de um set de Underground hoje?
Facilita 100%. O principal ponto do DJ é sempre lembrar que trabalhamos com MÚSICA. Sempre tem um sentimento e uma mensagem a ser passada, seja de alegria, euforia ou algo mais melancólico. A musicalidade nos permite conectar com o público de forma única.
Aos 14 anos você já garantiu sua primeira residência. O que essa experiência te ensinou sobre leitura de pista que nenhum curso conseguiria ensinar?
Me ensinou a conquistar pessoa a pessoa da pista. Uma residência é realmente uma experiência desafiadora, onde o DJ tem que inovar a cada noite e conquistar pessoas novas a cada festa. Essa diversidade foi crucial para levar minha leitura de pista para outro nível.
Você já passou por labels respeitadas como Klandestine e Todayland. Qual foi o momento que você sentiu que tinha deixado de ser “o DJ prodígio” para se tornar um nome de peso na cena?
Acredito que atualmente vivo minha melhor fase. Em 2025 emplacamos um mashup no TikTok com 10 milhões de views; somando todos os conteúdos dessa track, ultrapassamos os 30 milhões. É surreal ver as pessoas nos meus shows esperando a música. Ser reconhecido por algo me dá uma sensação de dever cumprido, e esse foi só o primeiro de muitos!
São quase 10 anos de caminhada. Como você avalia a evolução do seu som? O que o Leoh Cozza de hoje toca que o Leoh do início jamais imaginaria tocar?
A evolução foi gigantesca. Musicalmente evoluí muito, mas graças ao Leoh do passado hoje colho frutos. Viajei por diversos estilos, como Brazilian Bass, Future Rave e Progressive House. Hoje me encontrei no Tech House de uma forma que estou muito feliz em trabalhar.
Quais foram os maiores “nãos” ou dificuldades que você enfrentou e que acabaram te dando mais força?
Trabalhei com pessoas que não me fizeram bem, profissionalmente e pessoalmente. O mercado pode ser cruel quando estamos com as pessoas erradas. Pensei em desistir várias vezes, mas essas situações me deram motivação. Hoje trabalho com um time incrível, em sintonia e com um só propósito. Sou eternamente grato por esse caminho.
Você transita muito entre o interior paulista e a capital. Como você sente a diferença de energia dessas pistas?
Com certeza há diferença. Sinto que o público clubber pede algo mais conceitual, enquanto a pista interiorana pede algo mais explosivo. Gosto muito das duas situações; acho muito massa ter um desafio a cada noite para conquistar a galera.
Você menciona que a música tem o poder de harmonizar os sentimentos. Como você trabalha essa conexão emocional nos seus sets?
Música é sentimento. Gosto de soltar muitos vocais nos meus sets, letras que possam ter tocado a vida de várias pessoas. Essa lembrança faz aquele momento ficar marcado na vida de alguém durante o meu show.
Na sua visão, o que falta hoje para que novos artistas recebam mais atenção dos contratantes?
Personalidade. Já vi vários artistas bons se perderem por opinião alheia. Público e contratantes gostam de artistas que são firmes na sua personalidade. Faça o que te faz feliz e o que te move, que o resultado é garantido.
Para fechar com chave de ouro: o que podemos esperar do LEOH COZZA para 2026?
2026 vai ser lindo. Tenho várias músicas para soltar, além de vir forte com a minha party label ONLY4FANS, onde a maioria dos sets são gravados. 2025 foi um ano de preparação para muita coisa que vai vir agora.
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