Com turnês internacionais, 14 estados no currículo e um selo autoral de sucesso, o artista carioca prova que a versatilidade é a sua maior potência para conquistar as pistas em 2026.
Caíque Meirelles não é apenas um nome em ascensão; é um fenômeno de estratégia e talento. Nesta edição, exploramos como o DJ que começou no Pop e no Funk reconstruiu sua identidade para abraçar o Afro e o Tech House, sem perder o “borogodó” brasileiro. De Nova York à Marina da Glória, Caíque transformou sua vivência como influenciador e empreendedor em uma carreira sólida, dividindo palcos com ícones como Pabllo Vittar e Pedro Sampaio. O texto revela os bastidores do seu projeto “Barco do Meirelles” e a expectativa para o lançamento da “LIFT”, uma fusão audaciosa entre música eletrônica e galerias de arte que promete marcar o cenário de São Paulo.
Caíque é a definição do artista conectado com o seu tempo. Com uma base técnica vinda do estudo de múltiplos instrumentos na infância, ele domina a cabine com uma energia que “salva vidas”, como ele mesmo define. Sua capacidade de adaptação é impressionante: ele pode entregar um set de 6 horas de Bossa Nova para uma marca de luxo ou levar uma multidão ao delírio com remixes de Ludmilla e Gal Costa em uma pista de House. Com mais de 70 mil seguidores e uma visão empreendedora afiada, nosso divo usa as redes sociais como termômetro e ponte, focando em 2026 como o ano da sua consolidação definitiva na produção musical eletrônica.
O choque cultural de tocar em Nova York, os segredos de produzir um evento autoral sozinho e a coragem de incluir vocais brasileiros no Tech House: Caíque Meirelles abre o jogo em uma entrevista vibrante. Ele compartilha como o erro faz parte do aprendizado técnico e por que decidiu segurar suas produções para o momento estratégico da “virada de chave”. Leia agora o papo completo com o DJ que está redefinindo o conceito de versatilidade na categoria REVELAÇÃO.
Caíque, o estudo de vários instrumentos na infância te ajudou a construir sua base técnica. Como isso influencia o seu domínio das pickups hoje?
É inegável que a música salva vidas, que ela conecta e é energia. É exatamente isso que tenho como base quando estou tocando. Ter essa vivência com instrumentos me deu o ouvido necessário para entender que o que eu entrego na pista vai muito além de apenas mixar faixas; é sobre transmitir essa energia acumulada desde cedo.
Sua carreira decolou rápido, com passagens por 14 estados e Nova York. Qual foi o maior choque cultural e profissional dessa experiência internacional tão cedo?
O maior choque cultural foi ter a certeza de que o nosso som e os artistas brasileiros são muito ouvidos lá fora. Isso me motivou demais! Profissionalmente, foi a confirmação de que é isso que eu amo fazer e que precisamos manter o pé no chão. Essa oportunidade em NY foi fruto de muita dedicação.
Você começou no Pop e Funk, mas hoje abraça o Afro e o Tech House. Como funciona essa “inclusão” estética nos seus sets?
Na verdade, não é uma substituição, mas uma inclusão. Eu amo o pop e o funk e não vou deixar de tocar. No começo, minha cabeça explodia sem saber no que focar, mas hoje levo minha identidade para o house. Nos meus sets de eletrônico, podem esperar muito vocal Brasil — de Ludmilla a Gal Costa. É o meu jeito de manter o som comercial e sofisticado ao mesmo tempo.
Como é a experiência de criar e produzir sozinho um selo como o “Barco do Meirelles”, que já está na quinta edição?
É surreal de gratificante. O projeto começou a dar certo mesmo na terceira edição, mas as duas primeiras foram aprendizados que ninguém me tira. Ver pessoas vindo de outros estados para curtir o meu barco, em um evento que eu organizo, planejo e produzo sozinho na Marina da Glória, é algo pelo qual só tenho a agradecer.
O que o público pode esperar do projeto LIFT em São Paulo, unindo eletrônico e galerias de arte?
Para 2026 vem muita coisa legal. A LIFT é um projeto que planejo há um tempo e já tenho absolutamente tudo pronto. Estou esperando o momento certo para estrear de fato, unindo o universo clubber à arte contemporânea. Em breve teremos novidades.
Como você adapta seu “setlist de luxo” para marcas como Lindt e Track&Field sem perder sua energia?
Eu amo o mercado corporativo, mas confesso que é desafiador. Há pouco tempo, fiz um set de 6 horas para a Botoclinic só com MPB e Bossa Nova. São ritmos que eu amo, mas que nunca pensei em tocar dessa forma em um evento. O segredo é entender a marca e adaptar a curadoria mantendo a qualidade técnica.
Com mais de 70 mil seguidores, como você equilibra a influência digital com a carreira de DJ?
Eu trabalhava com Instagram antes de ser DJ, até participei de um reality. Quando me lancei na música, mudei completamente meu conteúdo para conquistar o público pela minha arte. Hoje, uso as redes para absorver feedback e dicas de quem me acompanha, porque são eles que me pedem nas festas e promovem meu trabalho. É a facilidade de transmitir a mensagem.
Dividir palco com nomes como Pabllo Vittar e Pedro Sampaio trouxe algum aprendizado específico?
Eu fico encantado em como as coisas funcionam em um show de grande porte. Absorvo muito da produção, de todo o planejamento e da comunicação da equipe inteira. É uma escola observar esses gigantes.
Você também mentorou novos talentos. Qual o “segredo” que você faz questão de passar para quem está começando?
O segredo é errar. Não ter medo disso. Absorva e aprenda o máximo com o erro, e digo isso sobre errar ao vivo mesmo. Tenta um looping, um echo, uma transição ousada… é assim que se aprende a dominar o equipamento.
Qual é o seu grande objetivo para 2026?
Caíque Meirelles vai se estabilizar no eletrônico em 2026. Estou me dedicando muito para isso em todas as vertentes. Além disso, vou lançar minhas produções autorais que já estão prontas. Segurei os lançamentos este ano porque acredito que 2026 será a minha grande virada de chave.
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