REVELAÇÃO | BLUR KOWSK: A Essência Além do Personagem

Da herança do Reggae à maturidade do Psy Trance: como Luan e Patrick romperam ciclos para criar um projeto focado na verdade e na liberdade artística.

A jornada do duo Blur Kowsk é um testemunho de que a evolução exige desapego. Nesta edição da Colors DJ Magazine, conhecemos a história de Luan e Patrick, que após três anos rodando o país sob outra alcunha, decidiram pausar o personagem para dar lugar à própria essência. O texto explora como a vivência nos bastidores de grandes eventos e o contato com lendas do Reggae mundial moldaram uma visão de mundo onde a música é a resposta universal, culminando em um projeto de Psy Trance que busca abraçar o público através de uma sonoridade orgânica e uma mensagem de união.

Formado por duas mentes que respiram entretenimento desde os 16 anos, o Blur Kowsk é a face madura de uma trajetória iniciada no Open Format. Com uma pegada positiva e espiritual, o duo utiliza o ritmo como linguagem universal, herança direta da época em que dividiam palcos com ícones como The Wailers. Luan e Patrick não apenas tocam; eles projetam uma atmosfera onde a música eletrônica serve como ferramenta de quebra de preconceitos. Através de produções que fogem do óbvio e uma presença de palco que emana sinceridade, o duo se consolida como uma das vozes mais autênticas na renovação do Psy Trance brasileiro em 2025.

A difícil decisão de encerrar o ciclo como Asterix e Obeelix, a participação histórica em podcasts culturais para desmistificar o underground e o planejamento ousado para 2026 são os pontos altos desta conversa exclusiva. O duo revela como a produção orgânica — regada a muito café e sintonia — define o novo som que está conquistando as pistas. Confira agora o nosso conteúdo de REVELAÇÃO completo e descubra o que esperar dos “Quatro Atos” que prometem elevar a experiência audiovisual do Blur Kowsk a um patamar inédito.

Galera, a história de vocês com a música começou cedo, na produção de eventos. Como essa visão de bastidores ajudou vocês a entenderem a dinâmica de pista antes mesmo de focarem no Psy Trance?

Ver os bastidores faz valorizar o trabalho de todos que estão ali por trás, que fazem o espetáculo acontecer e que formam um conjunto para que a obra seja linda e memorável.

Vocês tocaram nos intervalos de lendas como The Wailers e Julian Marley. O que o contato com a cultura do Reggae ensinou sobre a “linguagem universal” da música?

A música faz o japonês dançar samba como um brasileiro. O que nos faz dançar é o ritmo! Ele é expansivo e universal, e isso nos permite experimentar, criar misturas únicas e sempre trazer algo novo para a pista.

Por três anos, vocês rodaram como Asterix e Obeelix. Em que momento sentiram que aquele ciclo precisava ser encerrado para que o BLUR KOWSK pudesse nascer?

Todo ciclo termina. Foi muito difícil entender que a mudança e o amadurecimento são transformadores. Nunca deixaremos de ser Asterix e Obeelix, mas Blur Kowsk somos nós: nossa essência, nossa pegada positiva no solo do mundo.

Mudar de nome no meio de uma carreira ascendente é corajoso. O que o nome “Blur Kowsk” entrega para o público que o antigo projeto não conseguia?

O nome Blur Kowsk nos entrega. Dois corpos, duas mentes e duas almas, de forma sincera. Luan e Patrick como pessoas, não apenas como DJs, mas em nossa verdadeira essência.

Sendo um duo, como funciona a sintonia fina entre vocês na hora de produzir? A criação é totalmente orgânica?

Assim como o nosso cafezinho que nos acompanha, nossa produção é orgânica. Seguimos um feeling que sentimos e transformamos em arte.

Para vocês, o que mudou na recepção do público desde que vocês assumiram essa nova identidade autoral?

Fomos recebidos com apoio nessa difícil decisão. Acreditamos que, de alguma forma, ela representa uma visão mais séria e sincera do nosso antigo projeto, sem perder a essência.

Vocês defendem que “a música liberta”. Qual foi a maior barreira que o projeto conseguiu quebrar através do som até agora?

Tivemos a incrível oportunidade de participar do podcast cultural de nossa cidade, Pod Vir Que Tem, com um público grande e bem diverso. Levamos conhecimento e um pouco da nossa cultura underground, quebrando barreiras e diluindo o preconceito em relação à música eletrônica.

Como vocês utilizam a experiência de produtores para garantir que o show seja uma experiência completa para o fã?

Queremos que as pessoas se sentam abraçadas, pertencentes. Mesmo que por alguns instantes, que se sintam em paz, felizes e completas com a pulsação das caixas.

Como enxergam o papel do duo na renovação da cena Psy Trance em 2025?

Queremos mostrar que a música é infinita. A arte é um protesto pela paz e pela união; precisa ser sentida e vibrada.

Para fechar com tudo: o que o duo está preparando para 2026 em termos de novas tracks e palcos pelo Brasil?

Aguarde… (risos). Spoiler: Temos o planejamento de quatro atos que já estão no forno. Um episódio piloto que sairá em nosso canal no YouTube, em formato de set, com um audiovisual que vai te jogar direto na pista. Além disso, teremos três músicas em colaboração com grandes artistas, que abrirão caminhos para a cena eletrônica e do psytrance.