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ENTREVISTA | O crescimento estelar do agenciamento de estrelas

Foto de divulgação.

O mercado da Tribal House no Brasil está cada vez mais aquecido. Novos DJs surgem a cada dia e com a explosão de festas e novos selos, também há mercado para todo mundo, mas a grande dificuldade do iniciante, assim como os que já estavam na estrada é a profissionalização deste mercado.

Desde o fechamento de contrato para gigs até a divulgação destes profissionais e a criação de uma identidade para cada um deles. Foi deste nicho que surgiram as agências de artistas do segmento. E um dos grandes destaques de 2020 foi a LAINER COMPANY, agência de Curitiba administrada por João Paulo Lainer e Lucilo Cinalli.

“Esse é o trabalho da agência, potencializar e vender cada vez mais seus artistas.” JP LAINER.

Para nos contar um pouco mais sobre essa nova maneira de gerenciar carreiras de DJs, entrevistamos JP Lainer. Vem comigo entender um pouco mais sobre isso e saber de grandes novidades!

João Paulo, o mercado de DJs no Brasil, principalmente da cena eletrônica do Tribal House, sempre foi deficiente de organização quando falamos de contratação. Você acha que as Agências vieram para mudar isso?

Com certeza, a cena eletrônica, principalmente a tribal e assim a pop, sempre foi muito informal. Existiam contratos com alguns DJs, porém quando a gig passou a ser negociada direto com agência, o mercado começou a se profissionalizar melhor, valorizar nossos artistas, respeitar regras e cláusulas de contrato. E isso já foi uma grande evolução gerada pela chegada das agências e dos managers.

Lucilo Cinalli e João Paulo Lainer – Foto de divulgação.

“Preciso antes de tudo ouvir o DJ tocar pessoalmente, analiso muito suas técnicas, estilo, identidade e claro, potencial.”JP LAINER.

Para que os DJs entendam melhor como é ser um agenciado, você poderia explicar o processo? Desde a contratação de um agenciado até o fechamento de uma data?

A contratação é feita através de um convite feito por mim, o manager. No início eram apenas amigos próximos e, com o tempo, devido nosso crescimento e visibilidade, fomos atrás de mais artistas renomados conhecidos nacionalmente e internacionalmente. Preciso antes de tudo ouvir o DJ tocar pessoalmente, analiso muito suas técnicas, estilo, identidade e claro potencial.

Nós temos grandes talentos na cena, mas muitos não possuem o domínio das habilidades de marketing tão necessárias hoje em dia para vender seu próprio trabalho. A agência oferece este suporte?

Sim, desde o início esse foi nosso grande diferencial: investimos muito na imagem e na divulgação do trabalho dos nossos artistas. Isso demanda muita atenção e tempo. Exatamente por isso, infelizmente, hoje não posso convidar mais DJs, pois temos uma meta de 30 DJs, no máximo. Para que possamos nos dedicar a todos com nossa estrutura atual. E já estamos quase no limite, mas em breve anunciaremos um concurso!

Foto de divulgação.

Quanto aos cachês, assunto tão polêmico na relação contratante/artista, a agência tem influência na negociação? O artista é consultado?

Sempre quando fecho com o DJ, ele me passa o valor do cachê que ele quer ser vendido durante o ano e assim analisamos a proposta: se é viável e real pro mercado e com isso fechamos o contrato.

Nada é acrescentado ou subtraído sem autorização do DJ, até porque ganhamos uma porcentagem indiferente do valor fechado. Por isso a importância de trabalhar com os valores em contrato.

Esse é o trabalho da agência: potencializar e vender cada vez mais seus artistas. Quando o DJ é o próprio negociador, corre o risco de se tornar refém de produtores e muitas vezes acaba nem recebendo cachê só pra ter uma oportunidade. Essa cultura precisa mudar e o trabalho do DJ deve ser valorizado desde o início, já que ele investiu em cursos, compras de packs, produção e por aí vai!

A Lainer Company, além de fechar contratos individualmente, também oferece o pacote de artistas para um único evento? Por exemplo, o produtor pode fechar parceria com a agência para que todos os artistas do line-up sejam da Lainer?

Esse ano de 2020 buscamos muitas parcerias, viajamos muitos estados para conhecer os produtores, casas noturnas, festas e apresentar como funciona nossa agência. O resultado tem sido incrível, claro que a pandemia atrasou muita coisa, mas infelizmente é um momento em que todos neste setor estão sendo muito prejudicados.

Como temos vários DJs com identidades próprias e estilos diferentes, conseguimos atender hoje o cliente desde a balada até casamentos e formaturas, ou seja, a agência não é focada apenas em um segmento.

E quando um contratante consegue fechar mais DJs, ele também consegue melhores condições, seja em desconto ou forma de pagamento diferenciada.

A Lainer tem sido considerada um grande celeiro de novos talentos, obtendo em seu casting DJs de todo o Brasil e com apostas corajosas como o projeto Latinas, o primeiro trio de DJS mulheres do Brasil, além da Bia Nyfeler, que possui uma identidade regional indígena. A representatividade é um ponto importante para a agência?

Sim, com a expansão da agência, muitos DJs entram em contato comigo diariamente querendo fazer parte, mas como falei anteriormente, queria muito poder abraçar e gerenciar a carreira de todos, porém prezo muito pela excelência e quero fazer o melhor por todos eles, e mais pra frente, com uma maior estrutura, isso vai acontecer, com certeza.

Com a pandemia, optei investir muito em marketing com os meus DJs para não caírem no esquecimento, e queria também dar oportunidades a novos DJs.

Sei que é um grande desafio, principalmente hoje que temos tantos profissionais na cena e poucos contratantes. É um meio muito limitado, mas carente de novidades também.

Foto de divulgação.

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