ENTREVISTA | Liza Rodriguez – Uma das DJs mais queridas do Brasil!

Ao contrário do que uma parcela da sociedade pensa, a mulher é o principal pilar da existência da vida humana, portanto, se você está lendo esse texto, após a leitura, pense e repense sobre isso!

A artista é graduada em Comunicação Social e atua há mais de oito anos no mercado da música eletrônica, portanto, destacamos que, apesar do tempo incomum comandando as pickups, hoje, Liza Rodriguez é uma das DJs brasileiras que mais tem ganhado destaque no exterior. Atualmente, é residente de importantes clubs, selos e agências como: Victoria Haus (Brasília/DF), Viva (Buenos Aires/Argentina) e, segue como a única mulher a compor o casting de artistas da agência Massive Music Group International (EUA). Ao longo de sua trajetória artística, a brasiliense coleciona apresentações em clubs e festas de grande relevância no Brasil como: Avalon (Goiânia/GO), Festa da Lili (Brasília/DF), Indexxx (Ribeirão Preto/SP), Super Festas (São Paulo/SP) e, também esteve presente nas cabines de grandes festas em diversos países como: CandyLand Party (Santiago/Chile), Now (Zurick/Suiça), Xlsior (Mykonos/Grecia) e White Party Palm Springs (Puerto Vallarta/México).

Nessa entrevista, Liza nos conta um pouco dela, da sua trajetória, das suas conquistas, das inspirações e das motivações que a tornaram mais mulher e uma das DJ ‘s mais queridas no Brasil e no exterior!

“Poder olhar pra trás e ver que valeu a pena, tanto empenho, tantas as renúncias e sacrifícios.”

Como surgiu o interesse pela música e, supostamente, a imersão nas pistas de dança e no meio artístico?

Minha paixão pela música vem desde a “infância” porque, quando criança, eu tinha um toca-discos e era a brincadeira que eu mais gostava, e à medida que os anos passaram eu sempre mantive algo, algum objeto relacionado a música. Com a chegada de alguns produtos no mercado, além do toca-discos, eu vivi a era walkman, fita cassete, depois, discman, vhs, cds, e hoje, pen drives (risos). Na adolescência, eu aprendi tocar alguns instrumentos como violão, baixo, trompete e, em consequência disso, eu participava de uma “mini banda de rock”, formada por amigos.

Quando eu atingi a maioridade, eu já tinha um computador onde armazenava minhas músicas, gostava de ter todo o meu tesouro organizado nos meus backups e sempre busquei escutar músicas de diversos estilos, a música sempre esteve comigo pra tudo. Ao começar a frequentar as festas, de imediato, eu comecei a ter um contato muito grande com o trabalho de outros artistas e logo a música eletrônica.

No ano de dois mil e treze, eu tive a oportunidade de fazer um curso profissional de DJ, mas eu não imaginava que dali, uma oportunidade despretensiosa, surgiria a minha profissão, algo que eu me identificasse totalmente e fizesse com carinho. E foi dentro do cenário eletrônico que eu tive a oportunidade de, realmente, dar os primeiros passos dentro da minha carreira.

Quais são as suas referências, não apenas musicais, mas também, de convivência, seja ela no trabalho ou na vida pessoal?

Eu me inspiro em muitos artistas, não estou limitada apenas a um tipo de música. Uma das vertentes que mais me inspira é a Disco Music, me inspiro em mulheres, homens, cantores, e DJs, que, alguns destes, tive a honra de dividir lineups mundo afora, como Oscar Velazquez, Alan T, Danny Verde, Mauro Mozart, e claro, não posso deixar de citar minhas cantoras preferidas que são Whitney Houston e Diana Ross.

Foto Reprodução | Instagram  @djlizarodriguez

“Eu Liza, mulher e negra, acredito que, por muitas vezes, não recebi a devida credibilidade pelo meu trabalho.”

O que tem lhe motivado a seguir adiante nesse momento tão conturbado que estamos atravessando?

Esse período tem sido uma experiência de profunda reflexão e auto conhecimento e, duas coisas que me inspiram a seguir em frente, mesmo com toda essa situação conturbada são, a motivação que estabeleci como meta de usar esse tempo ocioso ao meu favor e, o público, que mesmo com tudo, eles estão diariamente mandando mensagens de carinho, forças e energias, pedindo para que a gente continue.

Nos últimos tempos, determinei que, todos os dias, ocuparia meu vago, adquirindo conhecimento, tanto musical, quanto em busca de coisas novas que me façam sair do habitual. Nesse período, fiz novos cursos remotos onde tive, além do momento de inclusão, a ocasião de poder investir boa parte desse tempo em música, aprendendo novas ferramentas e recursos, novos programas e, com isso, aperfeiçoar mais a minha técnica, para que, quando tudo isso passar, eu tenha uma qualidade melhor ainda, uma boa recepção nas pistas de dança e, “O Tão Aguardado Retorno”. Será quando, hein?

“Não sabemos ainda, mas no final da matéria tem um link que direciona você pro meu novo digital show ULTRA VIOLET que estréia dia 19.3 às 22:00 no meu canal do youtube”, corram, se inscrevam e ativem as notificações.

Como Mulher, quais foram os maiores desafios que você encarou ao longo da sua trajetória como DJ?

Bom, sabemos o quanto o mercado da musica eletrônica é restrito a homens, em grande maioria brancos e cis. Eu Liza, mulher e negra, acredito que, por muitas vezes, não recebi a devida credibilidade pelo meu trabalho.

No início eu não tive a oportunidade de tocar em certos eventos, por conta dessa cultuação ao corpo e estereótipo masculino, que ainda é muito presente, pois pouco se vê mulheres ocupando destaque nos lineups de festas, mas não apenas em festas LGBTQIA+, façam um “olhar panoramico” da maioria dos “flyers” de eventos.

É uma grande honra fazer parte do circuito de festas que eu toco hoje, ser uma dentre as poucas que conseguiram atingir o patamar de carreira internacional, ter oportunidade de levar a nossa voz e a nossa música independentemente do nosso gênero, da nossa cor ou de crenças, para as pistas de dança.

“Você deve fazer com amor e carinho para que você o receba de volta.”

Qual é a maior realização que alcançou, logo, a mais motivadora?

Com certeza a minha maior realização é ter conseguido construir minha carreira internacional, com isso eu pude conhecer muitos hábitos e diversas culturas dos países onde me apresentei, quando alguém diz “Quando trabalhamos com o que amamos costuma-se dizer que não precisamos trabalhar nenhum dia de nossas vidas” é verdade.

Então, a oportunidade de ter estado presente em grandes circuitos e participar de grandes festivais internacionais foram minhas conquistas mais motivadoras. Poder olhar pra trás e ver que valeu a pena, tanto empenho, tantas renúncias e sacrifícios.

Qual conselho você dá aos novos artistas e DJs que se inspiram na mulher e, principalmente, na DJane tão querida que você se tornou?

Aos artistas que estão começando e àqueles que desejam começar na carreira, eu acho importante que respeitem o tempo de cada coisa, não pulem etapas, busquem conhecer o trabalho de quem está a mais tempo no mercado, principalmente, ouvindo esses trabalhos, esteja sempre atualizado, não só do que acontece na sua cidade, mas no que acontece no seu país, no lugar onde você vai se apresentar, bem como, o que que tá acontecendo no mundo e isso diz respeito à necessidade de acompanhar o avanço do mercado.

Carreguem sempre com vocês a ideia de que cada lugar é único, que vocês devem prezar sempre pela individualidade de cada público, aquela música que não funcionou aqui, pode funcionar ali, sejam dinâmicos, isso é muito importante. E quando decidirem realmente adentrar a profissão, lembre-se, “você deve fazer com amor e carinho para que você o receba de volta”.

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