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DESTAQUE | V de Victor Vieira!

O DJ que arrasa nas noites paulistanas

Se você frequenta os rooftops e baladas renomadas da noite paulistana já deve ter ouvido e visto o DJ Victor Vieira se apresentar, se ainda não teve essa oportunidade, nós da Colors DJ vamos te apresentar. 

O carioca que reside há muitos anos em São Paulo é autodidata, aprendeu a tocar observando outros DJs fazer o mesmo em um bar onde ele era gerente. Tímido e carismático, ele conquista o público com mixagens impecáveis e sets dançantes. 

“Quando decidi viver de música, senti a necessidade de encontrar meu estilo e não simplesmente apertar o play.” Victor Vieira. 

 Nesta edição ele fala um pouco sobre sua carreira, inspirações e o que está fazendo durante a quarentena. Confira agora a entrevista que fizemos com este fenômeno musical:

Sua história nos CDJs se iniciou porque você era gerente de um bar chamado Bar Secreto. Como foi essa transição de Gerente para DJ da casa?

No Bar Secreto, tinham algumas noites que nós tínhamos, como convidados, amigos e celebridades que não eram DJs. Eu sempre ficava atrás deles para dar apoio por já ter alguma afinidade com o equipamento e, algumas vezes, os convidados passavam um pouco do ponto no drink (rs) e eu acabava assumindo o som com os CDs que eles tinham e foi aí que donos Rafa Pelosini, Sebah Orth  e Karina Motta tiverem a ideia de eu sempre abrir a pista.

Alguns DJs  que me inspiraram na época por misturar todos os estilos de música  Philippi ,GorkyWilliam Mexicano, Fabio Smeili e os meninos do  Database. Mais pra  frente, ganhei de presente minha primeira festa e residência, a “POP Secret”, junto com o Daniel Carvalho (a.k.a. Katylene). Ali considero como a primeira vez na minha pista, fazendo set de no mínimo 2 horas.

Quem já teve o prazer de te ver tocar ou ouvir um dos seus sets consegue perceber as mixagens impecáveis e remixes diferentes dos que costumamos ver normalmente. Quais são as suas referências musicais?

Quando decidi viver de música, senti a necessidade de encontrar meu estilo e não simplesmente apertar o play. Minhas referências iniciais foram os DJs de música eletrônica, que acompanhei desde que cheguei em SP e comecei a frequentar a noite paulistana, como Mau Mau, Eli Iwasa, Alex S., Magal, Oscar Bueno, Marcio Zanzi e George Acvt.

Por isso, sempre procurei a versão remix das músicas pop e tive como inspiração outros DJs de pop como o Roque Castro, o Fernando Moreno e o Boss In Drama, que me ajudaram bastante. Em um futuro, que espero que seja próximo, quero produzir meus próprios remixes com todos os elementos que eu gosto.

Qual foi a primeira grande apresentação que te marcou? Alguma tem um lugar mais especial no seu coração?

Em cada lugar que tive ou tenho o prazer de mostrar o meu trabalho tem um lugar especial no meu coração, porque, apesar de todas serem festas de música pop, são sempre estilos e horários diferentes.

No Livre Bar, em Campinas, que chamo de “Residência do Coração”, eles sempre me deixam 100% à vontade pra tocar de acordo com a minha visão artística e profissional.

Festas como a Ultralions, Shout e Ursound, também tenho muito carinho e são lugares que me preparo para tocar e me dedico muito.

No Tokyo, aqui de São Paulo também, sou produtor e DJ residente de dois projetos: A POP Air e a ROOFPOP. Ali, eu testo tudo de novo que ouço durante a semana. O público é bastante exigente.

Tokyo
Ultralions

Não podemos deixar de falar sobre a pandemia, a área de eventos que foi uma das primeiras a parar e não temos previsão de volta. De que forma a pandemia mudou a sua vida?

Difícil falar sobre isso. É muito difícil não só para nós da área do entretenimento como para todo mundo que achava que ia durar alguns meses e já estamos há 1 ano e 3 meses.

Eu tinha uma agenda de trabalhos de quinta a sábado. Era muito difícil ter um final de semana sem tocar. Tive que me reinventar. Hoje, estou trabalhando durante o dia com uma outra paixão minha, que são os animais, acordando  praticamente no horário que ia dormir para chegar no Pet Shop, mas, graças a Deus, com saúde. Embora, infelizmente, correndo risco todos os dias da pandemia e saindo de casa, porque é impossível viver com o auxílio emergencial do governo e com a total falta de diretrizes e apoio para o setor de eventos.

Ursound. Foto: Andres Costa.
Ursound. Foto: Andres Costa.

“Eu adoro como a onda Disco Music voltou com tudo e acredito que tenha sido uma das maiores influências para o pop contemporâneo.” Victor Vieira. 

Você lançou recentemente um set sensacional de Disco Music. Poderia nos falar sobre como foi a criação desse set e suas inspirações?

Durante a pandemia, fiz alguns sets para publicar no Soundcloud. Cada um de um estilo diferente e de coisas que gosto de tocar. Esse último tem bastante Disco e,  lógico, uma pitada de POP, porque, caso contrário, não seria eu. Minha inspiração vem do DJ e produtor alemão Purple Disco Machine. Acho ele genial. Eu adoro como a onda Disco Music voltou com tudo e acredito que tenha sido uma das maiores influências para o pop contemporâneo. A ideia foi fazer um set nessa linha misturando as inspirações do passado e presente misturando Disco e Pop.

Por fim, porém não menos importante: Quais seus planos futuros? Deixe um recado para seus fãs e os leitores da Colors DJ.

Difícil anunciar grandes planos para o futuro. Estou vivendo um dia de cada vez, mas, com certeza, assim que tudo isso acabar, a POP, meu projeto nascido lá no Bar Secreto, e eu estaremos de volta para onde nunca deveríamos ter saído, que é nos clubes e pistas de dança, com o público sorrindo, divertindo-se e, principalmente, vivendo. Por isso, quero aproveitar para pedir que todos se cuidem e estejam preparados para o nosso retorno.

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