Dos tutoriais na internet ao reconhecimento internacional: como o artista transformou a curiosidade em uma carreira sólida que completa 10 anos em 2026.
A história de Hellker é um tributo à persistência. Nesta edição da Colors DJ Magazine, conhecemos o DJ e produtor que não esperou por oportunidades prontas: ele as criou através de anos de estudo autodidata e pesquisa profunda. O texto narra sua transição do “quarto” para as cabines profissionais, destacando como o esforço para investir em sua formação transformou um sonho de infância em um projeto de vida sério. Com um alcance que já rompeu as fronteiras do Brasil, Hellker é o exemplo de que a disciplina e a conexão real com o público são os combustíveis necessários para se destacar em uma cena cada vez mais veloz.
Hellker é um arquiteto de emoções. Sua sonoridade, definida por ele como uma mistura de verdade, intensidade e identidade, foca na construção de atmosferas que vão muito além dos drops convencionais. Com uma presença digital estratégica em plataformas como Twitch e TikTok, ele humaniza a figura do artista, aproximando os fãs dos bastidores e do processo criativo. Prestes a completar 10 anos de projeto, Hellker consolidou uma “assinatura” que ressoa globalmente, provando que a música produzida em seu estúdio é uma linguagem universal capaz de conectar ouvintes do outro lado do mundo.
O divisor de águas em 2013, os desafios de aprender produção musical sem mentores e a emoção de ser indicado como “Destaque” são os pontos centrais desta conversa inspiradora. Hellker revela como lida com os momentos de dúvida e dá detalhes sobre o EP comemorativo que marcará sua primeira década de estrada em 2026. Confira agora o nosso conteúdo DESTAQUE completo e entenda por que Hellker é um dos nomes mais resilientes e promissores da nova era da música eletrônica nacional.
Hellker, em que momento exato o som eletrônico “bateu” diferente e você percebeu que queria comandar a pista?
A música sempre esteve presente, mas o divisor de águas aconteceu em 2013, quando tive o primeiro contato real com a música eletrônica. Não foi apenas ouvir: foi sentir a energia, a construção e o controle da pista. Naquele momento, entendi que não queria só consumir música, mas conduzir emoções através dela.
Sua trajetória é marcada pelo estudo autodidata. Quais foram os maiores desafios de não ter um caminho pronto pela frente?
Por muitos anos, meu aprendizado foi baseado em pesquisas, vídeos, fóruns e muita prática diária. O maior desafio foi não ter um caminho pronto: errar, ajustar e insistir sem referências próximas. Esse processo, apesar de difícil, construiu uma base sólida de disciplina, curiosidade e identidade própria.
Como foi a sensação de, finalmente, conseguir entrar nos cursos de DJ e produção e sentir que o seu sonho estava se tornando um negócio sério?
Foi a materialização de um sonho que parecia distante. Trabalhei em outras áreas para investir nisso, e esse esforço deu ainda mais valor a cada conquista. A sensação foi de virar uma chave: a música deixou de ser apenas um sonho e passou a ser um projeto sério de vida.
Como foi a sua estreia nos eventos locais e o que mudou na sua percepção sobre a música depois desse contato cara a cara?
A estreia foi marcante porque ali entendi o real poder da música ao vivo. Ver pessoas reagindo, dançando e se conectando mudou completamente minha percepção. Foi nesse contato direto que tive certeza de que precisava continuar, mesmo nos momentos difíceis.
Como você utiliza a Twitch e o TikTok para manter a conexão viva com os fãs além do club?
Uso as redes sociais como uma extensão da pista. Twitch e TikTok são espaços de troca real. Mostro bastidores, processos, sets e o lado humano por trás do artista. Isso cria proximidade e mantém a conexão viva mesmo fora dos palcos.
Ser indicado como “Destaque” pela Colors DJ Magazine é um selo de esforço. O que isso representa para você hoje?
Representa a validação de uma caminhada construída com muito esforço. É a prova de que o estudo autodidata, a persistência e a constância valeram a pena. Para mim, simboliza o crescimento daquele garoto que começou pesquisando tutoriais até o artista que sou hoje.
Como é saber que uma produção feita no seu estúdio está batendo no fone de alguém lá do outro lado do mundo?
É surreal. Isso reforça que a música não tem fronteiras e que a emoção é uma linguagem universal. É uma motivação constante para elevar ainda mais o nível das produções.
Houve algum momento em que você pensou em desistir? O que te fez continuar?
Houve momentos de dúvida, principalmente quando os resultados demoravam a aparecer. O que sempre me manteve firme foi a conexão com a música e com o público. Cada pequeno avanço reforçava que desistir não era uma opção.
Como você define a “assinatura Hellker”? O que os ouvintes encontram nas suas tracks?
Minha assinatura é baseada em emoção, energia e construção de atmosfera. Busco criar músicas que conectem sentimento e pista, não apenas drops. Quem ouve minhas tracks encontra verdade, intensidade e identidade.
Para fechar: o que podemos esperar do Hellker para 2026?
Será um ano de consolidação, com novos lançamentos e projetos maiores, além de um EP vindo em comemoração aos 10 anos de Hellker. Estou focado em expandir minha presença em lançamentos e palcos. O objetivo é crescer com consistência, mantendo a essência e mirando voos cada vez mais altos.
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