COLUNA | A arte Djing está respirando por aparelhos

Tempo de pandemia, todos presos em casa… “O que vai nos socorrer”? E foi um enorme corre-corre. Produtores correndo para entregar séries, cantores sertanejos fechando patrocínios para lives, videomaker aprendendo sobre transmissão ao vivo, serviço de streaming aumentando enormemente audiência.

É fato! Por mais que muitos pais criem seus filhos com medo de que virem artistas, foi a arte que nos impediu de surtar tantos meses em casa. Foi a arte que nos fez esquecer nossa clausura mesmo que seja por algumas horas de digital show do nosso DJ predileto. Foi a arte a grande heroína da pandemia.

A pressão em torno de novidades se tornou cada vez maior e, sobretudo, pela entrega de conteúdo de qualidade. A disputa por atenção, que em outros tempos já era intensa, tornou-se o maior foco. A era da comunicação de internet invadiu nossas vidas e deu um salto galopante antecipando uns 10 anos em nossa história.

E como ficaram os artistas?

A internet é uma enorme teia de oportunidades sim, mas para a música eletrônica ainda estamos presos nos limites dos direitos autorais. Mesmo com 500 mil plays em um vídeo, um DJ não monetiza o vídeo dele se ele tiver qualquer fonograma de outra pessoa nele. Pra nós dos tribal House é quase impossível fazer um set inteiro sem nenhuma diva remixada.

Você pagou por alguma Live durante a quarentena? Provavelmente não. Nós deejays também pouco recebemos. O negócio milionário que vimos os veículos de imprensa deflagrarem sobre as lives dos sertanejos infelizmente não chegou para o contingente mais largo da música eletrônica, e aqui posso afirmar como representante do Tribal House. O custo para realização de qualquer material de vídeo é alto. Contar com patrocínio de grandes marcas? Quase um sonho. Então restou a classe DJ contar com doações.

Com o passar dos meses, o nível de produção subindo, digital shows ainda mais aprimorados, custo ainda mais alto, público se tornando mais exigente… Não se podia voltar atrás. O público não entenderia mais algo simples, caseiro. Até que os DJs não tiveram outra solução a não ser levantar as mãos ante ao grito tácito de “Mãos ao alto, isto é um assalto.”

Levaram da classe DJ seu bem maior, sua força de trabalho, seu dom, sem deixar nada em troca. DJs trabalharam por muito pouco, quase nada. E ainda está longe de retomar suas atividades.

A música eletrônica está ainda em prantos porque, em era de YouTube, a cena precisa de eventos para sobreviver e pra realimentar a vontade do público de ter novos conteúdos. Enquanto isso, a arte djing está sob holofote, mas continua respirando por aparelhos.

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